Agora

sexta-feira, 16 de março de 2012

As Táticas do Trotskismo - João Amazonas



Os métodos de atuação e os procedimentos táticos do trotskismo refletem o caráter da sua orientação e linha de conduta anti-revolucionária.

A tática preferida tem como elemento constante a utilização da fraseologia ultra-esquerdista com a qual procura explorar o sentimento de revolta das massas, buscando atraí-las e instigá-las a posições extremadas que não levam em conta a situação real, os compromissos obrigatórios, a aliança com certas forças não-proletárias. É uma tática de isolamento da classe operária que, se adotada, conduziria o movimento revolucionário ao total insucesso.

O centro do ataque dos trotskistas orienta-se contra o partido do proletariado, marxista-leninista. Tudo que possa servir para enfraquecê-lo ou desacreditá-lo é por eles usado sem nenhum escrúpulo. Sabem que o partido marxista-leninista é a força impulsionadora, organizadora e conscientizadora das massas visando à revolução. Tratam por isso de difamar, deturpar a atividade dos autênticos comunistas, incompatibilizá-los com os trabalhadores por meio da mentira. Intencionalmente, confundem os marxistas-leninistas com os revisionistas, traidores da causa operária. Espalham boatos, atribuem ao partido propósitos inconfessáveis eivados de falsidade. Nesse particular, seus ataques coincidem com os da burguesia e do seu aparelho de repressão. Têm o mesmo conteúdo. Em toda parte, desde a década de 1920, pregam a construção do "verdadeiro partido" em oposição aos partidos marxistas-leninistas existentes no mundo, que seriam aparelhos burocráticos. Nunca construíram nada. O que fizeram e fazem é intrometer-se em partidos falsamente operários para tentar afastar os proletários da sua autêntica vanguarda de classe.

A arremetida furiosa contra Stalin e o stalinismo é um dos principais chavões da tática dos trotskistas. São ridículos e, ao mesmo tempo, cínicos nessa investida. Fazem coro com a campanha desencadeada pelo imperialismo e por todas as forças reacionárias objetivando a denegrir a figura e a obra do grande revolucionário proletário que foi J. V. Stalin, continuador de Lênin, construtor do socialismo na URSS à frente do povo soviético. A essa infame campanha juntaram-se Kruschev e seus seguidores, renegados da revolução e da causa suprema da classe operária. O stalinismo, se se pode empregar este termo, outra coisa não é senão a aplicação e o desenvolvimento da teoria marxista, a sistematização da rica experiência da edificação da nova sociedade na antiga Rússia. Atacando o stalinismo, por eles deturpado e apresentado como burocracia e reformismo, o que os trotskistas visam é a desorientar os trabalhadores, procurar distanciá-los dos verdadeiros revolucionários, os marxistas-leninistas, dificultar o trabalho de frente-única nas organizações de massas.

Os trotskistas adotam como método de atuação o entrismo, recomendado nos anos 1930 por Trotsky aos seus correligionários. Entrismo que significa introduzir-se sorrateiramente em partidos e organizações de esquerda com o fito de aí realizar o seu trabalho sectário, divisionista, contra-revolucionário. Isolados das massas, desmoralizados, sem condições de aparecer com a própria fisionomia diante dos trabalhadores, recorrem ao bifrontismo como meio de camuflar sua ações escusas e fazer proselitismo. A par do entrismo, organizam distintos grupos com posições aparentemente diferenciadas. Esse comportamento contraditório explica-se pela incoerência da sua "doutrina". Usam esses grupos portadores de opiniões diferentes para, como diz o velho ditado, vender gato por lebre. E ter sempre argumentos de reserva a fim de justificar sua traição aos interesses fundamentais do proletariado.

Postar um comentário