segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Das memórias de Kaganóvitch (VII)



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Das memórias de Kaganóvitch (VII)

Fonte - Para História do socialismo

sábado, 29 de outubro de 2011

Neto de Stálin processa canal de TV russo por difamação


O neto de Joseph Stálin, ex-dirigente da União Soviética, está processando um canal de TV russo por ter divulgado matéria onde se diz que Stálin teria autorizado o massacre conhecido historicamente como “O Massacre de Katyn”.
 
O canal “Channel One” transmitiu no dia 24 de outubro que Stálin e Béria¹ teriam dado o aval para o massacre de milhares de prisioneiros poloneses na cidade de Katyn, no ano de 1940. O massacre foi transcrito inicialmente por nazistas como fruto do “comunismo” e serviu de material anticomunista inicialmente utilizado por nazistas e posteriormente assimilado por capitalistas e trotskistas para atacar o socialismo soviético.

A história por trás da estória

O massacre aconteceu provavelmente no ano de 1939 pelo exército nazista quando da briga entre URSS e a Alemanha quanto a posse do território da Polônia.

Para reforçar a culpa de soviéticos e comunistas pelos crimes, o governo russo de Yeltsin, na década de 90, fabricou dezenas de documentos utilizando-se de carimbos e timbrados antigos. Tal farsa ganhou corpo e tornou-se pública com as denúncias feitas pelo deputado comunista russo Viktor Ilyukhin, no ano passado.

Ilyukhin utilizou por várias vezes a palavra na Duma e apresentou os carimbos e timbrados usados para falsificação, entregues a ele por uma das pessoas que trabalhavam no grupo de falsificação. Inexplicavelmente, em março deste ano o deputado apareceu morto vítima de “ataque cardíaco”. Vários parlamentares ainda pedem a avaliação política do caso.

¹ Lavrentiy Pavlovich Béria: político russo, chefe da NKVD. Possivelmente seria eleito dirigente da URSS após a morte de Stálin. Contudo, foi perseguido e morto num complô que findou com a subida de Krushev ao poder e o revisionismo do socialismo russo.

Fonte - A Verdade

A União Soviética invadiu a Polônia junto com os nazistas em 1939?

Mapa presente no site "Worldology", que reflete a versão mais divulgada acerca dos fatos da época



A União Soviética invadiu a Polônia junto com os nazistas em 1939?
Por Cristiano Alves


10 fatos que refutam a versão mais popular nos livros de história ocidentais


É comum encontrar em livros de história, tanto brasileiros quanto poloneses, a versão segundo a qual "nazistas e comunistas partilharam a Polônia" iniciando a II Guerra Mundial. O autor deste artigo, que estudou em escola brasileira e teve acesso acesso a livros de história poloneses resolveu investigar esta versão que faz parte do credo segundo o qual "comunismo e nazismo são gêmeos", versão essa que ignora vários fatos e tenta reescrever a história. Segue-se aqui uma lista com 10 fatos que refutam completamente este mito, embora apenas um deles já seja necessário para colocar abaixo todo um castelo de cartas de mentiras. Isso você não verá em nenhuma superprodução cinematográfica polaca:

1- A Alemanha invadiu a Polônia, após isso, o governo polonês entrou em colapso, deixando aquele Estado de existir formalmente, pelas regras de Direito Internacional, assim, a Polônia passava a ser um território contestado, isto é, uma “terra-de-ninguém”. Desconstituído o seu governo e cessando a existência deste Estado, o Exército Vermelho retomou áreas que lhe foram tomadas dos alemães durante a I Guerra Mundial e mais tarde incorporadas à Polônia, áreas que compreendem as regiões da Bielorrússia e Ucrânia ocidentais.

2- Quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia em setembro, o governo polonês, até então existente, declarou guerra à Alemanha, não à União Soviética. A inexistência de uma declaração de guerra do governo da Polônia contra a URSS por si só já torna falsa a idéia de "invasão soviética".

3- O comandante supremo das forças polonesas, o Marechal da Polônia Rydz-Smigly, ordenou às tropas polonesas que não combatessem os soviéticos, que combatessem somente os alemães, devendo até mesmo entregar as suas armas aos soviéticos no leste do país. Embora algumas tropas polonesas tenham entrado em combate com tropas soviéticas, como durante a batalha pela retomada da Fortaleza de Brest, que desempenhou um papel fundamental na resistência anti-fascista, tratava-se de guarnições agindo isoladamente por conta própria, insubordinadas ao comando supremo polaco. Segue-se a declaração do marechal polonês proibindo o Exército Polonês de combater o Exército Soviético e recomendando a entrega das armas caso fosse exigido pelos comunistas:


4- O presidente Ignaz Mosciski, internado na Romênia, admitiu tacitamente que a Polônia não tinha mais um governo. Isso, aliás, era amplamente conhecido na época, sendo universalmente aceita a sua renúncia tácita. Aqui a prova com notícias de jornal da época:


5- O governo da Romênia, aliada da Polônia contra a URSS, não apenas admitiu que a Polônia não tinha mais um governo, como não declarou guerra contra a URSS quando esta recuperou seus antigos territórios. A posição deste país era completamente coerente com a sua neutralidade no conflito, pois se o governo romeno reconhecesse o governo internado da Polônia como um "governo no exílio", este país estaria rompendo a sua neutralidade no conflito, posicionando-se nitidamente a favor do lado polonês.

6- A França, que tinha um tratado de aliança militar com a Polônia contra a URSS, não declarou guerra a esta, embora tenha declarado guerra à Alemanha nazista. Esta guerra entre França e Alemanha era informalmente conhecida pelos soldados como "a guerra de brincadeira", pois praticamente não se viu um só combate entre forças francesas e inglesas contra os alemães durante mais de 8 meses. Partes da França foram conquistadas pelos alemães praticamente sem se disparar um só tiro.

7- Após o término da guerra, a Inglaterra jamais exigiu que a URSS retirasse suas tropas dos territórios antes pertencentes à Polônia, do contrário, ela estabeleceu que estes territórios jamais deveriam fazer parte do novo Estado polaco. O próprio Winston Churchill chegou a declarar em seus "Discursos secretos" que graças ao Exército Vermelho, o que se conhece hoje por "Polônia" não foi varrido da face da Terra.

8- A Liga das Nações jamais declarou a URSS como invasor de um Estado membro(a Polônia era mebro da Liga). O artigo 16 de sua convenção incitava os países membros a declarar sanções econômicas contra Estados que recorressem à guerra para solução de seus conflitos. Nenhum Estado do mundo declarou qualquer sanção econômica à URSS, nenhum país rompeu relações diplomáticas com a URSS.

Todavia, quando a URSS atacou a Finlândia em 1939, a Liga votou para expulsar a União Soviética e vários países com ela romperam todas as relações diplomáticas.

Uma resposta bem diferente que nos revela como a Liga via o caso da Polônia anteriormente!

9- Todos os países aceitaram a declaração da URSS de neutralidade no conflito polaco-germânico.

10- Qualquer definição de “Estado” no direito internacional compreende a de uma “entidade política organizada”. A partir do momento em que o governo polonês cruzou a fronteira da Romênia, país neutro, com o animus de fugir para aquele país sem constituir um governo no exílio, deixou de existir o Estado Polonês, este seria mais tarde constituído no exílio, porém sem qualquer soberania sobre as terras polonesas, que só vieram a conhecer um governo nacional após a sua libertação pelas tropas do Exército Soviético.

A conclusão é que nenhuma evidência factual ou documental da suporte à idéia de "invasão da Polônia pela Alemanha e URSS", sendo esta uma criação recente, mitológica, que tem por objetivo a reescritura da história e a perseguição política e penal dos comunistas na Polônia e em outros países, assim como uma tentativa frustrada de igualar um ideal humanista, voltado para a libertação da classe operária mundial, com um ideal terrorista e reacionário quase riscou países e povos do mapa. Embora muito se fale sobre o Pacto Molotov-Ribbentrop, jamais se tratou de uma "Aliança militar", mas tão somente de um tratado de não-agressão que objetivava adiar a guerra e impedir que acontecesse o que aconteceu na Guerra Civil Russa, quando alemães e praticamente toda a Europa Ocidental invadiu a Rússia para conter a propagação do comunismo. Ao contrário do alegado, o texto original do Pacto Molotov-Ribbentrop não fala de "partilha da Polônia" como alegado por alguns autores. Livros de história que falam em "invasão da Polônia por Stalin" não passam de revisionistas desonestos que visam encobrir a própria participação de países capitalistas no fortalecimento do nazi-fascismo.


Fontes

FURR, Grover. Did the Soviet Union invade Poland in September 1939? .
Artigo científico publicado na página do referido professor em http://chss.montclair.edu/english/furr/research/mlg09/did_ussr_invade_poland.html . Acesso em 20/10/2011

Pacto Molotov-Ribbentrop. Cópia do documento original, em http://www.lituanus.org/1989/89_1_03.htm Acesso em 20/10/2011


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Otra Mirada sobre Stalin (Espanhol)



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Ludo Martens - Otra Mirada sobre Salin



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Lênin: Educação e consciência socialista



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Máuri de Carvalho
Professor Associado I Do Departamento de Desportos do Centro de Educação Física e Desportos da  Universidade Federal do Espírito Santo. Doutor e Pós-Doutorado em Filosofia e História da Educação na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Membro Pesquisador vinculado ao HISTEDBR – História, Sociedade e Educação no Brasil da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
(LENIN - EDUCAÇÃO E CONSCIÊNCIA SOCIALISTA)



Veja também:


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

STALIN: o Marechal de Ferro

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Máuri de Carvalho
Universidade Federal do Espírito Santo
Centro de Educação Física e Desportos
Stalin - O Marechal de Ferro




domingo, 23 de outubro de 2011

Programa da Internacional Comunista Adotado pelo VI Congresso Mundial



Programa da Internacional Comunista
 Adoptado pelo VI Congresso Mundial

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Programa Internacional Comunista, 1928 - VI Cngresso mundial

Fonte -  Para História do Socialismo


sábado, 22 de outubro de 2011

Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo


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Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo

sábado, 15 de outubro de 2011

Resposta ao Camarada Ivanov


Resposta ao Camarada Ivanov
J. V. Stálin


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Resposta Ao Camarada Ivanov

Fonte - Pelo Socialismo

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mais uma do Camarada Koba


3 de outubro é a data comemorativa da reunificação das Alemanhas divididas no pós-guerra. Há exatos 21 anos houve essa junção, ou, como muitos dizem, a anexação da Alemanha Oriental pela Ocidental, depois da derrota da União Soviética e a derrocada dos regimes comunistas no leste europeu.

A reunificação, portanto, seria um processo ainda em curso, e que levará anos e gerações. De qualquer modo, 3 de outubro é um dia de festa na Alemanha e particularmente em Berlim, a cidade destruída pela guerra e depois fraturada pelo Muro, esse grande equívoco histórico do regime comunista.

Seja como for, há um dado interessante a ser lembrado. A primeira Alemanha a se constituir legalmente foi a Ocidental. A criação da Alemanha Oriental foi uma reposta a este gesto "separatista", ambas gestadas ainda na década de 40.

A primeira proposta séria de reunificação das Alemanhas partiu de quem? Do camarada Koba, aliás, Josef Stalin, imaginem! (Ossip Koba era o nome de guerra do camarada nos tempos de clandestinidade no Partido Comunista). Foi feita num documento chamado de "Nota de Março", em 1952, através do chanceler Andrei Gromyko. Stalin propunha às potências ocidentais a criação de uma só Alemanha, unificada e desmilitarizada.

Ao longo do ano a proposta acabou rejeitada, à luz da doutrina mantida, sobretudo, pelos Estados Unidos a partir de um documento identificado pela sigla NSCR 68 (National Security Council Report 68), de 1950 (ainda ao tempo de Truman como presidente), mas também à luz do medo atávico da França e da Inglaterra de uma Alemanha unida. Também colaborou para a rejeição a avaliação de que uma Alemanha unificada, desmilitarizada e neutra na Guerra Fria que já galopava pelo mundo acabaria sendo inevitavelmente atraída para a órbita soviética.

A proposta de Stalin colocou a política norte-americana diante de um dilema. A primeira face do dilema era a de que ele poderia estar fazendo uma mera jogada para a platéia mundial, e assim encurralar os Estados Unidos num canto do ringue, além de caracteriza-los como "inimigos eternos" da unidade alemã. Stalin propunha uma Alemanha, livre, com liberdade de imprensa, pluripartidarismo (!), eleições livres, liberdade religiosa, etc.

Também propunha que um ano depois da adoção da proposta as potências vencedoras da Segunda Guerra (o Brasil também foi um vencedor da Segunda Guerra, mas não era uma potência...) deveriam retirar seus exércitos do território alemão. Além disso, a Alemanha deveria ter acesso irrestrito ao mercado internacional – e não deveria ter alianças militares.

A segunda face, porém, foi trazida à baila por James Warburg, banqueiro norte-americano nascido na Alemanha, num depoimento perante o senado em Washington, ainda no mês de março, logo após Gromyko ter entregado a famosa nota aos representantes das potências ocidentais. Warburg, que fora conselheiro de Roosevelt (embora se afastasse dele por causa de certas medidas do New Deal...) e era membro do Conselho de Relações Exteriores, afirmou que uma das dúvidas do governo norte-americano era a de que Stalin poderia muito bem não estar blefando ao fazer a proposta.

Isso poderia trazer muito mais incômodo para a posição norte-americana que, na época, à luz do NSCR 68, privilegiava a consolidação das posições militares ao invés da ação diplomática. A principal objeção norte-americana à proposta era a de que uma Alemanha livre deveria ter a liberdade de integrar a OTAN, cuja criação datava de 1949, e fora acelerada a partir de 1950 com a deflagração da Guerra da Coréia.

A proposta também não teve acolhida na Alemanha Ocidental (criada em maio de 1949, meses antes da criação da Alemanha Oriental, que foi uma retaliação), pois a orientação do então chanceler Konrad Adenauer (democrata-cristão) era privilegiar a integração daquela ao Ocidente. Durante 1950 houve uma troca de mensagens cada vez mais irritadas entre a União Soviética e as potências ocidentais, até que finalmente a proposta foi considerada definitivamente fora do jogo.

Noam Chomsky é citado como um dos que considera que Stalin provavelmente não estava blefando com sua proposta. É muito possível que não estivesse mesmo, pois um estado-tampão (como ficou sendo, mal comparando, o Uruguai entre o Brasil e a Argentina no século XIX...) neutro entre a órbita soviética e o ocidente seria melhor do que a permanente linha de confronto entre as duas Alemanhas. Stalin não deixava de ter razão, como muito bem demonstrou a crise de 1961, quando quase eclodiu um confronto armado entre blindados soviéticos e norte-americanos no ponto conhecido como "Checkpoint Charlie", cujas conseqüências seriam terríveis em escala mundial.

Até hoje se debate se a adoção da proposta de Stalin teria sido melhor ou não. Vá se saber! Mais uma do camarada Koba!

Flávio Aguiar

Fonte: Diário Liberdade

Retirado de - O Marxista-Lenista

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Parada da vitória - URSS 1945


Parte 1


Parte 2

Das memórias de Kaganóvitch (VI)


O canal Moskvá-Volga
1

Os últimos anos na direção do partido
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Das memórias de Kaganóvitch (VI)


Fonte - Para História do Socialismo

A CONTRAREVOLUÇÃO DE 1956 NA HUNGRIA E A ATUAL PROPAGANDA ANTICOMUNISTA



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A CONTRAREVOLUÇÃO DE 1956 NA HUNGRIA E A ATUAL PROPAGANDA ANTICOMUNISTA

Fonte - Pelo Socialismo

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Os censos da URSS e a fraude do “holocausto ucraniano”



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Os Censos Da URSS e a Fraude Do Holocaisto Ucraniano

Fonte - A Hora Do povo

domingo, 9 de outubro de 2011

A Luta de Classes



A Luta de Classes

J. V. Stálin
14 de Novembro de 1906


Do jornal "Akliali Droeba" (Tempos Novos)[N88], n.° 1. 14 de novembro de 1906.
Assinado: Ko...

A união da burguesia pode ser abalada somente, pela união do proletariado.
Carlos Marx

A vida moderna é extraordinariamente complexa! É todo um mosaico de classes e grupos diferentes: grande, média e pequena burguesia; grandes, médios e pequenos senhores feudais; aprendizes, serventes e operários qualificados de fábrica e oficina; alto, médio e baixo clero; alta, média e pequena burocracia; intelectuais de vários gêneros e outros grupos semelhantes: eis o quadro variegado que apresenta a nossa vida!

Mas também é claro que quanto mais a vida se desenvolve, tanto mais evidentes se afirmam, nessa vida complexa, duas tendências fundamentais, tanto mais nitidamente essa vida complexa divide-se em dois campos opostos: o campo dos capitalistas e o campo dos proletários. As greves econômicas de janeiro (1905) mostraram claramente que a Rússia se divide efetivamente em dois campos. As greves de novembro em Petersburgo (1905) e as greves de junho-julho em toda a Rússia (1906) fizeram chocar-se uns contra os outros os líderes de um e do outro campo, e com isso revelaram até o fundo as atuais contradições de classe. A partir de então o campo dos capitalistas não dorme, realizam-se sem descanso nesse campo preparativos febris: criam-se uniões locais de capitalistas, as uniões locais unem-se em uniões regionais, as uniões regionais em uniões russas, fundam-se caixas e órgãos de imprensa, convocam-se congressos e convênios de capitalistas de toda a Rússia.

Os capitalistas organizam-se assim em classe à parte com o objetivo de frear o proletariado.

Por outro lado, não dorme tampouco o campo dos proletários. Também aqui se fazem preparativos febris para a luta iminente. Não obstante as perseguições da reação, fundam-se também aqui os sindicatos locais, estes se unem em uniões regionais, fundam-se caixas sindicais, desenvolve-se a imprensa sindical, convocam-se congressos e convenções dos sindicatos operários de toda a Rússia...

Como se vê, também os proletários se organizam em classe à parte, com o objetivo de frear a exploração.

Houve um tempo em que "o silêncio e a calma" reinavam na vida. Então não se viam sequer essas classes com suas organizações de classe. Compreende-se que também então havia luta, mas essa luta possuia um caráter local e não geral de classe: os capitalistas não possuíam as suas uniões e cada um deles era obrigado a submeter os "seus" operários com suas próprias forças. Tampouco os operários possuíam essas uniões e por conseguinte os operários de cada estabelecimento eram obrigados a contar com suas próprias forças. É verdade que as organizações social-democratas locais exerciam a direção da luta econômica dos operários, mas todos convirão em que essa direção era débil e intermitente: as organizações social-democratas encontravam dificuldade para desenvolver até mesmo os assuntos do Partido.

As greves econômicas de janeiro assinalaram, porém, uma virada. Os capitalistas puseram-se a agir e começaram a organizar uniões locais. As ligas de capitalistas de Petersburgo, Moscou, Varsóvia, Riga e de outras cidades, surgiram em seguida às greves de janeiro. No que se refere aos capitalistas da indústria do petróleo, do manganês, do carvão e do açúcar, estes transformaram suas velhas e "pacíficas" uniões, em uniões de "luta" e começaram a reforçar suas posições. Todavia, os capitalistas não se contentaram com isso. Decidiram constituir uma união para toda a Rússia e em março de 1905, por iniciativa de Morozov, reuniram-se num congresso geral em Moscou. Esse foi o primeiro congresso dos capitalistas de toda a Rússia. No congresso concluiram um acordo com base no qual obrigaram-se a não fazer concessões aos operários sem acordo recíproco e, em caso "extremo'', a proclamar o lockout(1). Desde esse momento começa uma luta feroz dos capitalistas contra os proletários. Desde esse momento começa um período de grandes lockouts na Rússia. Para uma luta séria era necessária uma união séria; e eis que os capitalistas decidiram reunir-se mais uma vez para criar uma união mais estreita. Assim, em Moscou, três meses após o primeiro congresso (em julho de 1905), foi convocado o segundo congresso dos capitalistas de toda a Rússia. Neste, confirmaram mais uma vez as resoluções do primeiro congresso, reconheceram mais uma vez a necessidade dos lockouts e elegeram um comitê, que devia elaborar os estatutos e preparar a convocação de um novo congresso. Nesse ínterim, as resoluções do primeiro congresso eram postas em prática. Os fatos demonstraram que os capitalistas aplicam com grande precisão essas resoluções. Se vos lembrardes dos lockouts proclamados pelos capitalistas em Riga, Varsóvia, Odessa, Moscou e em outras grandes cidades, se vos lembrardes das jornadas de novembro em Petersburgo, quando setenta e dois capitalistas ameaçaram com um lockout feroz duzentos mil operários de Petersburgo. compreendereis facilmente que força poderosa representa a união russa dos capitalistas e com quanta exatidão aplicam eles as decisões de sua união. Em seguida, após o segundo congresso, os capitalistas organizaram ainda um outro congresso (em janeiro de 1906) e enfim, em abril deste ano, já se realizou o congresso constitutivo da organização dos capitalistas de toda a Rússia, no qual foi aprovado um estatuto único e eleito um bureau central. Segundo as informações dos jornais, esse estatuto já foi aprovado pelo governo.

Não há dúvida, por isso, de que a burguesia da Rússia já se organizou em classe à parte, de que possui suas organizações locais, regionais e central, podendo mobilizar, segundo um plano único, os capitalistas de toda a Rússia.

A diminuição do salário, o prolongamento da jornada de trabalho, o debilitamento do proletariado e a destruição de suas organizações: eis o objetivo da união geral dos capitalistas.

No mesmo período, crescia e desenvolvia-se o movimento sindical dos operários. As greves econômicas de janeiro (1905) exerceram também aqui sua influência. O movimento tomou um caráter de massa, suas exigências estenderam-se e com o passar do tempo tornou-se claro que os organismos social-democratas não podiam dirigir, ao mesmo tempo, o trabalho partidário e o trabalho sindical. Era necessária uma certa divisão do trabalho entre o Partido e os sindicatos. Era necessário que os organismos partidários dirigissem o trabalho partidário e os sindicatos dirigissem o trabalho sindical. E assim teve início a organização dos sindicatos em Moscou, Petersburgo, Varsóvia, Riga, Khárkov, Tíflis: por toda a parte fundavam-se sindicatos. É verdade que a reação criava empecilhos a essa atividade, mas, não obstante, as exigências do movimento prevaleciam e os sindicatos se multiplicavam. Logo, aos sindicatos locais seguiram-se os sindicatos provinciais e por fim chegou-se, em setembro do ano passado, à convocação da conferência dos sindicatos de toda a Rússia. Foi a primeira conferência dos sindicatos operários. O resultado dessa conferência foi, entre outras coisas, que ela pôs em contato entre si os sindicatos das várias cidades e elegeu por fim um bureau central que devia preparar a convocação do congresso geral dos sindicatos. Chegaram as jornadas de outubro e os sindicatos redobraram seus efetivos. Os sindicatos locais e, por fim, os provinciais, desenvolviam-se dia a dia. É verdade que a "derrota de dezembro" retardou sensivelmente a obra de criação dos sindicatos, mas em seguida o movimento sindical refez-se de novo e as coisas puseram-se no bom caminho, tanto assim que em fevereiro deste ano foi convocada a segunda conferência dos sindicatos, muito mais numerosa e completa que a primeira conferência. A conferência reconheceu a necessidade de centros locais, regionais e de um centro russo, elegeu a "comissão organizadora" para a convocação do próximo congresso russo e aprovou resoluções adequadas sobre as questões urgentes do movimento sindical.

Não há dúvida, por isso, de que, não obstante a sanha da reação, também o proletariado se organiza em classe à parte, reforça sem descanso suas organizações sindicais, locais, provinciais e central, e sem descanso esforça-se por unir contra os capitalistas seus inúmeros irmãos.

O aumento dos salários, a redução da jornada de trabalho, a melhoria das condições de trabalho, a atenuação da exploração e a destruição das uniões dos capitalistas: esse é o objetivo dos sindicatos operários.

Assim, a sociedade moderna se divide em dois grandes campos, cada um dos quais se organiza em classe à parte; a luta de classes que lavra entre elas se aprofunda e intensifica-se dia a dia e em torno desses dois campos reúnem-se todos os outros grupos.

Marx dizia que toda luta de classes é uma luta política. Isso significa que se hoje os proletários e os capitalistas travam entre si uma luta econômica, amanhã serão obrigados também a travar a luta política e a defender assim com uma luta dupla seus interesses de classe. Os capitalistas têm os seus interesses particulares de corporação. Suas organizações econômicas existem precisamente para salvaguardar esses interesses. Mas além dos interesses particulares de corporação eles têm também interesses gerais de classe, que consistem no fortalecimento do capitalismo. E, justamente por causa desses interesses gerais, têm necessidade da luta política e de um partido político. Os capitalistas da Rússia resolveram muito simplesmente esse problema: constataram que o único partido que "direta e intrepidamente" defende seus interesses é o Partido dos Outubristas, e por isso decidiram agrupar-se em torno desse Partido e submeter-se à sua direção ideológica. A partir de então os capitalistas movem a sua luta política sob a direção ideológica desse Partido; com seu apoio exercem influência sobre o governo atual (que dissolve os sindicatos operários e, ao inverso, apressa-se em reconhecer as uniões dos capitalistas), levam seus candidatos à Duma, etc, etc.

Assim, luta econômica mediante as uniões, luta geral política sob a direção ideológica do Partido dos Outubristas: eis que forma assume hoje a luta de classe da grande burguesia.

Por outro lado, fenômenos idênticos notam-se hoje também no movimento de classe do proletariado. Para a defesa dos interesses de corporação dos proletários, criam-se os sindicatos, que lutam pelo aumento dos salários e pela redução da jornada de trabalho, etc. Mas, além dos interesses de corporação, os proletários têm também interesses gerais de classe, que consistem na revolução socialista e na instauração do socialismo. É impossível realizar a revolução socialista enquanto o proletariado não conquistar o domínio político como classe unida e indivisível. De modo que também para o proletariado são indispensáveis a luta política e o partido, político, que exercerá a direção ideológica do seu movimento político. Certamente, os sindicatos operários são, na sua maioria, sem partido e neutros. Mas, isso apenas significa que só são independentes de partido no campo financeiro e orgânico; isto é, eles têm caixas próprias, têm órgãos de direção próprios, realizam congressos próprios e formalmente não são obrigadas a submeter-se às decisões dos partidos políticos. No que se refere, porém, à dependência ideológica dos sindicatos, em relação a este ou àquele partido político, essa dependência deve existir sem reservas e não pode deixar de existir, mesmo porque, além de tudo o mais, nos sindicatos entram membros de diversos partidos, que mevitàvelrnente para ali levarão suas convicções políticas. É claro que se o proletariado não pode abster-se da luta política, não pode tampouco abster-se da direção ideológica deste ou daquele partido político. Ao contrário, deve ele mesmo procurar o partido que dignamente guiará seus sindicatos à "terra prometida", ao socialismo. Mas o proletariado deve estar em guarda e agir com cautela. Deve examinar atentamente a bagagem ideológica dos partidos políticos e aceitar livremente a direção ideológica daquele partido que defender corajosa e coerentemente os seus interesses de classe, que sustentar bem alta a bandeira vermelha do proletariado e o conduzir ousadamente ao poder político, à revolução socialista.

Essa função foi até agora preenchida pelo Partido Operário Social-Democrata da Rússia e por conseguinte cabe aos sindicatos reconhecer sua direção ideológica.

Como se sabe, justamente isso é o que acontece na realidade.

Assim, batalhas econômicas com o auxílio dos sindicatos; ataques políticos sob a direção ideológica da social-democracia: eis a forma que tomou hoje a luta de classe do proletariado.

Não há dúvida de que a luta de classes lavrará cada vez mais violenta. Constitui tarefa do proletariado introduzir na sua luta um sistema e o espírito de organização. Para fazer isso, porém, é necessário reforçar os sindicatos e uni-los entre si. Nesse sentido, um grande serviço poderia prestar o congresso dos sindicatos de toda a Rússia. Não nos é necessário hoje um "congresso operário sem partido", mas um congresso de sindicatos operários, para que o proletariado se organize em classe unida e indivisível. O proletariado deve ao mesmo tempo esforçar-se para consolidar e fortalecer por todos os meios o partido que exercer a direção ideológica e política da sua luta de classe.

Notas de rodapé:

(1) "Lockout" é a greve dos patrões: os patrões fecham intencionalmente as fábricas para quebrar a resistência dos operários e sufocar as suas reivindicações.

Notas de fim de tomo:

[N88] Akhali Droeba (Tempos Novos), diário sindical legal; publicou-se semanalmente em língua georgiana, em Tíflis, de 14 de novembro de 1906 a 8 de janeiro de 1907. O jornal estava sob a direção de Stálin, Tskhakaia e Davitachvili. Foi suspenso por determinação do governador de Tíflis.

Fonte - marxist.org

Fascismo ordinário (legendado em espanhol)





Documentário soviético que demonstra todo o processo de lavagem cerebral fascista e como o povo da Alemanha, país de Karl Marx e Friedrich Engels, foram enganados para servir a um falso salvador da pátria que nem mesmo era alemão, o tirano austríaco Adolf Hitler. O filme mostra desde o juramento feito ao führer até o processo de tomada pelo poder, repressão do seu próprio povo e de outros povos. Esse documentário também é um alerta àqueles que são surpreendidos e se deixam enganar por idéias ditas "conservadoras", em realidade um eufemismo para "fascistas", que defendem um modelo análogo ao fascismo, porém com uma suposta "liberdade de mercado", contraposta ao forte controle estatal defendido pelos fascistas clássicos. Também faz uma análise psicológica dos alemães e o que levou à aceitação das idéias de Hitler.


A autoria do documentário é de Mihail Romm, discípulo do renomado cineasta Sergei Einsenstein. Possui imagens fortes, como a cena em que o narrador, de forma satírica, tranquilamente descreve como os soldados alemães "trabalhavam", limpando seus armamentos, cortando madeira, assim como cabeças de soviéticos, ou ainda num trecho marcante em que demonstra como oficiais e soldados carregavam fotos de suas famílias, esposas, filhos... junto com fotos de cabeças decepadas ou civis enforcados.



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O trotskismo, corrente política contra-revolucionária



João Amazonas, na revista Princípios, edição de maio de 1984

 
O trotsquismo continua a exalar miasmas no ambiente da luta social e política. Em toda parte onde cresce o movimento revolucionário, aí aparecem os trotskistas para confundir, diversionar, enganar as massas. Difundindo teses sectárias, intitulando-se falsamente de marxistas e até de leninistas, fazem o jogo da reação e do imperialismo. Seu alvo predileto de ataque é o partido do proletariado baseado na doutrina de Marx, Engels, Lênin e Stalin. Embora divididos em diversos agrupamentos, sua tática pouco varia. Apóiam-se nas teorias fracassadas de Leon Trotsky.



Ainda que não representem grande coisa como organização, influenciam certos setores do movimento popular, notadamente os de origem pequeno-burguesa. No passado, tinham sido amplamente desmascarados, mas as novas gerações de combatentes da causa socialista desconhecem a trajetória e os verdadeiros objetivos do trotskismo. Vale a pena recordá-los e atualizá-los a fim de ajudar as massas na luta por sua completa libertação.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

As origens do revisionismo moderno



Trata-se da edição reunida num só documnto, que irá substituir os cinco capítulos divulgados nos últimos meses.

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As origens do revisionismo moderno

Fonte - Para História do Socialismo

sábado, 1 de outubro de 2011

Das memórias de Kaganóvitch (V)


O canal Moskvá-Volga
1

No Comissariado das Vias de Comunicação 

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KaganovitchComissariadoVias

Fonte - Para História do Socialismo

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Intelectual da Ucrânia fala sobre as "repressões de Stalin"  ¡Stalin de acero, conciencia del obrero! O nome da Rússia: Stalin, por Valentin Varennikov 

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