Agora

terça-feira, 21 de maio de 2013

CICLO DE CONFERENCIAS CON GROVER FURR:


CICLO DE CONFERENCIAS CON GROVER FURR:


- As mentiras de Khrushchev -
A FALSIFICACIÓN HISTÓRICA CONTRA O MOVEMENTO COMUNISTA INTERNACIONAL
COMPOSTELA: Mércores 22 de Maio, Galería Sargadelos 19:00 horas.
FERROL: Xoves 23 de Maio, Escola Oficial de Idiomas, 19:30 horas.

Organiza: Colectivo marxista-leninista FORXA!
- Estará dispoñíbel a edición galega do libro do profesor Furr "As mentiras de Khrushchev" (Ed. Benigno Álvarez, 442 páx., 15€). O autor realizará sinatura de exemplares -

Máis información:
Ciclo de conferencias co historiador norteamericano Grover Furr:
Introdución do libro de Grover Furr "As mentiras de Khrushchev":
Entrevista de FORXA! a Grover Furr:

Agradecemos a difusión desta información, así como a participación nas conferencias.

domingo, 12 de maio de 2013

CHE GUEVARA – JUREI DIANTE DE UMA IMAGEM DO VELHO E CHORADO CAMARADA STALIN




San Jose, Costa Rica


10 de dezembro, 1953



Tia-Tia-minha:

A minha vida tem sido um mar de decisões conflitantes até que eu deixou corajosamente o meu bagagem e a mochila sobre o ombro e  assumiu com o companheiro García a estrada sinuosa que nos trouxe aqui. Em El Paso eu tive a oportunidade de percorrer os domínios da United Fruit convencendo-me mais uma vez de quão terrível são esses polvos capitalistas. Jurei perante uma imagem do velho e pranteado camarada Stalin sem descanso até ver aniquilados esses polvos capitalistas. Em Guatemala, vou me aperfeiçoar e conseguir o que eu preciso para ser um verdadeiro revolucionário. Eu denuncio que, além de médico, sou jornalista e ensino, coisas que me dão (embora poucos) u $ s. Juntamente com os teus anexos, te abraça, te beija e te ama o teu sobrinho, o da saúde de ferro, com o estômago vazio e a fé luminosa no futuro socialista.


Chau

Chancho

Carta do Che à sua tia Beatriz da Costa Rica



Traduzido e enviado pelo camarada Claudio Buttinelli

Original em - Citas Marxistas

sábado, 11 de maio de 2013

"As mentiras de Khrushchev" [Grover Furr]



Coincidindo com a edição em galego do livro de Grover Furrer "As mentiras de Khrushchev" , publicado por Edições Benigno Alvarez , o autor visita a Galiza no final de Maio.

Forxa! tem concretizadas com o historiador norte-americano um ciclo de palestras que se desenvolverão em Compostela e Ferrol (22 e 23 de Maio, respectivamente), onde estará disponível o livro e o autor efetuará assinatura de exemplares.


A obra de Furr analisa o discurso "secreto" de Nikita Khrushchev apresentado no XX Congresso do PCUS, considerado como o mais influente do século XX, e que tanto dano tem feito para o movimento comunista internacional.

Nas 442 páginas do livro, resultado de mais de 10 anos de pesquisa-mesmo das fontes primárias em russo-, o autor traz as provas e evidências de que de 61 declarações de Khrushchev contra Stalin (e Beria), todas são provadamente falsas, excepto uma, de que não se pode provar nem a sua veracidade ou a falsidade. 

Forxa! se orgulha de que alguns de seus militantes tenham participado na tradução (do inglês para o galego) do livro de Furr, e estimulam a todas as pessoas interessadas em comprá-lo, pois é muito importante a leitura e difusão no sentido de contribuir para fazer Justiça Histórica contra as calúnias em que cimenta o discurso contra o Socialismo na URSS, e o período em que o camarada Stalin foi secretário-geral do PCUS.

Por enquanto só há edição em russo (a Origem), inglês, vietnamita e turco. Agora também em galego, e desde já, é possível reservar exemplares escrevendo a forxagz@gmail.com ou diretamente para o e-mail da editora:edicionsba@gmx.com .




sexta-feira, 10 de maio de 2013

Aniversario de Karl Marx [Grover Furr]



Hoje é o aniversário do nascimento de Karl Marx.

Marx nasceu em 5 de maio de 1918 em Trier, Alemanha. Juntamente com o seu amigo e colaborador Friedrich Engels, Marx inaugurou o moderno movimento comunista.

Marx é o maior filósofo-economista, teórico, pensador do moderno movimento por uma sociedade igualitária dirigido por e para os produtores de todo o valor, a classe operária.

Considero que a melhor maneira que temos de comemorar esta data é tentarmos continuar seus passos e construir o movimento que ele encetou, um movimento pela justiça e igualdade para todas as classes trabalhadoras.

Temos um longo caminho a percorrermos. Mas temos grandes predecessores, grandes ancestrais, neste movimento. E Marx é um dos maiores.

É necessário pensar em Marx todos os dias e, especialmente, hoje, quando se completam 195 anos de seu nascimento.

Grover Furr

URSS UMA NOVA CIVILIZAÇÃO - CAPITULO III — O homem como Produtor


URSS Uma nova civilização - sidney e beatrice webb CAPITULO III - O homem como produtor


CAPITULO III — O Homem como produtor

Secção I — Sindicalismo soviético

A historia do sindicalismo na URSS
A estrutura do sindicalismo na URSS 
As eleições sindicais na URSS
O Comité sindical de fabrica
Convenções coletivas na URSS
O Conselho Regional dos Sindicatos
O Conselho Sindical de Republica
O Congresso Geral de cada Sindicato 
O Congresso Geral dos Sindicatos
Estruturas colaterais do sindicalismo na URSS
Os funcionários sindicais 
A transferencia do Comissariado do Trabalho aos sindicatos
trabalho de escritorio do sindicalismo na URSS
Brigadas de Choque e Comités de Contabilidade de Custos 
Associações profissionais no sindicalismo da URSS 
O Profintern 
Comparação entre o sindicalismo soviético e o 'da Grã-Bretanha

Secção II — As Associações de Produtores-Proprietarios

  • (A) A Oficina Autónoma
As reuniões de associados
O Conselho Regional da Incops
O Conselho Geral das Cooperativas Industriais

  • (B) A Fazenda Coletiva
O camponês improdutivo
A crise de produtos alimentícios
Aperfeiçoamentos experimentais
A prolongada discussão quanto às normas a adotar
A politica da coletivização universal 
A luta pela eficiencia das kolkhoses
A magnitude do problema
A engrenagem estatal para o controle das fazendas coletivas
  • (a) o novo Comissário do Povo
  • (b) os novos Departamentos da Agricultura
  • (c) a fiscalização pelos Soviets de Aldeia 
A. hierarquia soviética domina a fazenda coletiva 
As estações de maquinas e tratores
A hierarquia soviética é reforçada pelo Partido Comunista 
O trabalho das Secções de Execução de Normas
Houve fome na Rússia em 1931-32? 
A vida numa fazenda coletiva 
A reunião dos associados
A administração de uma fazenda coletiva 
Como se regularizam os litígios
A democracia na agricultura
A comuna 
Hierarquia dos Produtòres-Proprietarios na agricultura
Os resultados em 1933 

  • (C) Associações diversas de Produtores-Proprietarios
Kolkhoses de pescadores 
Cooperativas integrais 
Inválidos de guerra 

  • (D) Associações de Produtores artísticos e intelectuais
"Trabalhadores artísticos e intelectuais 
O mundo trabalhista na URSS 


domingo, 5 de maio de 2013

Introdução Conferencia “COM STALIN PARA O SOCIALISMO” - Florença 17.3.2013



Introdução Conferencia “COM STALIN PARA O SOCIALISMO”
Florença 17.3.2013

Queridas e queridos camaradas, bem-vindo à Conferência que temos organizado, em ocasião do

sexagésimo aniversário da morte do camarada Stalin.


Com este evento queremos realizar um trabalho com o objetivo de lembrar, aprimorar e atualizar o seu pensamento e sua obra revolucionária.

Queremos fazer-o levantando e destacando o seu significado de classe e revolucionário, a atualidade da luta incessante contra o capitalismo e o imperialismo, para o socialismo e o comunismo que o camarada Stalin desempenhou, obtendo colossais conquistas e vitórias inesquecíveis, que lhe valeu a admiração e o respeito dos trabalhadores e dos povos.


Mas lhe valeu também o ódio contra-revolucionário da burguesia, dos trotskistas, dos revisionistas e de todos os reacionários, apesar de como sejam camuflados.

Sabemos que temos enfrentado uma tarefa não fácil. Sobre a "questão Stalin" pesam como pedras décadas de difamação, calúnias, falsificações grosseiras e refinadas, de silêncios. Pesa aquele anti-stalinismo que tornou-se o cartão de crédito de todos os ideólogos burgueses, o clichê de todos os oportunistas, a campanha permanente de uma classe inteira de políticos charlatães e corruptos que tentaram com todos os meios de remover Stalin da memória histórica do movimento operário e comunista. Uma característica permanente que é parte do ataque realizado pela burguesia imperialista que visa demonizar e criminalizar o seu inimigo inflexível: o movimento comunista e operário.

Atacando Stalin como se teria sido um burocrata e um sanguinário,  se atacam de fato as extraordinárias realizações do socialismo, a verdadeira liberdade dos trabalhadores e dos outros trabalhadores, se afeta a teoria de vanguarda que expressa as necessidades de desenvolvimento da vida material da sociedade, as aspirações mais profundas dos trabalhadores e dos povos, no entanto se difundem o pessimismo e as ilusões pequeno-burguesas.


Sabemos bem que atacando Stalin se ataca também Lênin e inevitavelmente se proclama o fim do marxismo, a base teórica em que os bolcheviques sempre se apoiaram firmemente. Infelizmente sabemos também que muitos membros de "esquerda", interessados ​​à mudança social, caíram presa desta campanha venenosa.

A tudo isto è necessário responder, hoje como ontem, desafiando abertamente a operação anti-comunista, que foi construída em torno do grande líder revolucionário, defendendo a verdade revolucionaria sobre Stalin e oferecendo neste terreno um importante sinal de unidade dos comunistas que  só pode acontecer na base dos princípios do marxismo-leninismo.

O erro que queríamos evitar, especialmente nas condições atuais, era aquele de realizar no 60 º aniversário da sua morte iniciativas separadas ou contra-opostas das forças que referem ao movimento comunista e operário.


Na frente da multidão anti-stalinista, ou seja anti-comunista, que a burguesia e os oportunistas apresentam,  poderíamos  e devíamos dar uma resposta firme e coesa, fazendo pesar a presença dos comunistas na situação italiana.


Então temos trabalhado para uma conferência unitária  com significativas adesões colectivas e individuais, cientes da importância dum evento construído pacientemente, numa atmosfera construtiva e de respeito das posições recíprocas.


Temos considerado que uma iniciativa nacional unica em ocasião do 60 º aniversário da sua morte do grande líder bolchevique,  teria colocado com mais força a figura e a obra de Stalin como o divisor de águas mais cortada, o bastião que se destaca entre os comunistas e todos os nossos inimigos dentro e fora do movimento comunista e operário nacional e internacional. Alem disso teria coincidido às aspirações e desejos de muitos camaradas.

A conferência foi construída sobre a base de uma chamada  "sem ifs e buts", pondo como base politica e ideológica poucas coisas, com a clareza devida: antes de tudo o reconhecimento da ditadura do proletariado - que é o conteúdo essencial da revolução proletária – e da primeira experiência histórica de construção do socialismo, a que está intimamente ligado o nome e a obra do camarada Stalin.


Assim um juízo positivo sobre o seu pensamento, a sua obra, sobre o papel que ele desempenhou na União Soviética e no Movimento Comunista Internacional.


Consequentemente, a condenação da derrubada da ditadura do proletariado e da restauração do capitalismo, pelos revisionistas, que, com o nefasto XX Congresso não só tentaram de denegrir   Stalin, mas eles foram a velas enfunadas  para à reconciliação com o imperialismo, determinando com suas teses ilusórias e enganosas uma grave ruptura no movimento comunista, de que ainda

estamos pagando as conseqüências.

Ainda hoje queremos continuar a falar em modo claro, sem usar aqueles termos equívocos, paráfrases, aqueles "teorias modernas" em realidade velhas e ultrapassadas, que os oportunistas nos aconselham de usar para ir ao “socialismo" todos juntos e apaixonadamente, explorados e exploradores, parasitas e banqueiros, sacerdotes e policias, claramente sem luta de classe, sem revolução, sem Partido Comunista ...


Não, nos usaremos as nossas categorias científicas, a nossa concepção do mundo e da sociedade: materialismo dialético e histórico. Este é o passo preliminar de qualquer estudo sério, de qualquer análise, de qualquer crítica visando avançar o movimento comunista e operário e infligir golpes cada vez mais duros contra o imperialismo e o capitalismo.

Diante dos ataques constantes e ferozes do inimigo de classe e dos seus colaboradores, diante do colapso de um sistema moribundo, nós comunistas não devemos ter medo de expressar as nossas opiniões e intenções revolucionárias.


Diante da confusão, das inconsistências, das ilusões espalhadas pelo revisionismo, pelo reformismo e pelo todos os oportunistas, reivindicamos como válida e rica de lições valiosas todo a herança de luta do movimento comunista internacional, e temos orgulho no nosso passado, mostrando-o como força de convicção e arraste na luta da classe operária e das massas populares.


O proletariado precisa de certezas de orientação política e ideológica, e portanto, temos o dever de oferecer isto com convicção, defendendo a nossa gloriosa história, o nossos mestres: Marx, Lenin Enegls e Stalin. Certamente não para aquele "culto da personalidade" que por primeiro Stalin sempre lutou contra, nem para uma espécie de "devoção pessoal" para eles, porque não cultivamos o princípio da devoção para as pessoas. Mas porque o pensamento e as conquistas dos clássicos do marxismo-leninismo representam para nós a pedra angular sobre a qual basear a nossa ação  porque eles estão lá para orientá-nos na reparação de revolução e na construção de uma nova e superior ordem  social, marchando para a sociedade sem classes.

Certamente os nossos críticos nos censurarão de olhar para um mundo que já não  mais, e eles dirão na melhor das hipóteses que somos irremediáveis nostálgicos.


Curioso. Eles  defendem um sistema anacrônico, em que uma minoria de parasitas possuem a maior   

parte da riqueza produzida, em que são liquidadas décadas de conquistas sociais e toda uma geração é definida "perdida", em que governos controlados pelos monopólios financeiros prosseguem uma política à favor de quem causou a crise econômica, e depois são surpreendidos se olhamos à Stalin como a nossa bússola e queremos o socialismo!

Bem, sabe esses hipócritas defensores do capitalismo que hoje celebramos Stalin com o mesmo espírito e com a mesma ótica com que os bolcheviques olhavam a Comuna de Paris, que, embora derrotada era a "forma finalmente descoberta";  que façamos isto no compartilhamento de re-partir de um ponto mais alto de experiência e de patrimônio histórico e na base das valiosas lições aprendidas na construção de uma nova sociedade. Para nós, a análise da derrota temporária das primeiras experiências históricas de construção do novo mundo é um momento de desenvolvimento da nossa teoria e da nossa prática, não uma desculpa para afirmar que o socialismo científico não é mais válido, como fizeram muitos renegados.

Os comunistas são inerentemente projetados no futuro. Em todo o mundo o passado, o velho que deve ser derrubado, é a burguesia, que procura de arrastar a humanidade em seu túmulo, é o capitalismo, um sistema que esta morrendo por causa de contradições resolvidas só com a revolução proletária. Diante da barbárie do capitalismo, o comunismo é o futuro da humanidade, mesmo que a história tem o seu próprio tempo, não comparáveis ​​aos tempos do ser humano.


Vamos então para abrir uma Conferência que tem um caráter não-retórico ou historiográfico  mas que possa iniciar um trabalho visando dar uma resposta ideológica e política à ofensiva da classe dominante e impulsionar as razões do socialismo, para a construção de uma sociedade sem exploração do homem pelo homem, sem desemprego, sem parasitismo e sem guerras predatórias.


Uma reunião que se caracteriza por um confronto livre e aberto sobre a enorme contribuição feita pelo Camarada Stalin, que é a discriminante comum e a linha de demarcação em relação do moderno revisionismo. Um momento de debate, na base da experiência histórica que Stalin representa, para abordar as questões complexas que a profunda crise capitalista coloca novamente na agenda da luta de classe dos explorados.

Estamos convencidos de que a retomada do caminho para a revolução e a construção da sociedade socialista em países individuais passa necessariamente e principalmente através da derrota ideológica e política do revisionismo, do oportunismo, do economicismo, do socialdemocraticismo, do pacifismo, do movimentismo, e do extremismo, doença infantil do comunismo, amplamente e infelizmente presentes nas fileiras do movimento comunista e operário nacional e internacional.

A conferência, que tem um valor em termos de debate e de possível cooperação entre forças que trabalham para a retomada do movimento comunista e operário, que é um momento e um aspecto do trabalho que deve ser desenvolvido, de forma militante e unitária, na situação concreta.


Não queremos falar demasiado, porque queremos dar espaço às relações e intervenções. O camarada Stalin numa entrevista disse: "Eu sei que depois da morte no meu tumulo será colocado um monte de lixo, mas o vento da história dispersarà-o sem misericórdia".


O tempo é cavalheiro, e, de fato, estamos aqui para comemorar com orgulho e satisfação o 60 aniversário da morte do camarada Stalin reivindicando-o como nosso camarada e mestre, enquanto nenhum partido revisionista ou social-democrata poderia organizar uma conferência intitulada "com Khrushchev" ou “com Gorbachev "sem cobrir-se de vergonha e ridículo.


Camaradas, esperamos que esta Conferência serva para voltar aos comunistas, os trabalhadores avançados, os jovens revolucionários, os antifascistas, os anti-capitalistas, os progressistas, à todos aqueles que lutam pela liberdade e independência, a democracia e o socialismo, o pensamento e a obra deste gigante revolucionário do século passado, na crença de que "Com Stalin" se ganha!


Bom trabalho para todos!

Associazione Stalin, Comunisti Sinistra Popolare - Partito Comunista, redazione di
Guardare Avanti!, La Città del Sole, Partito Comunista Italiano Marxista-Leninista,
Piattaforma Comunista




Enviado pelo Camarada - Claudio Buttinelli




A Saudação da CIPOML para os promotores da Conferencia de Florença ( Com Stalin para o socialismo - 17/03/2013 )



Saudação da CIPOML para os promotores da Conferencia de Florença

Aos nossos camaradas e amigos italianos promotores da Conferencia  "com Stalin para o socialismo" e às todos os participantes,

O Comité de Coordenação da Conferência Internacional de Partidos e Organizações Marxista-Leninistas (CIPOML), saúda com entusiasmo a adivinhada iniciativa que vocês tomaram para comemorar o sexagésimo aniversário da morte do camarada Stalin, grande líder comunista e do proletariado internacional.
Sobre a figura de Stalin a burguesia local e internacional derramou toneladas de calúnias, mentiras, insultos, bem como tem deformado a sua vida e a sua obra colossal.


O anti-stalinismo, promovido pelo imperialismo, pela burguesia e pela reação internacional, é uma forma de anti-comunismo. E no anti-stalinismo, incentivado pelos reformistas, revisionistas e renegados, caem, às vezes inconscientemente, muitas pessoas que embora não são anticomunistas fazem o jogo da reação.


Esta campanha, embora seja presente por mais de meio século, não pôde eliminar a figura do nosso companheiro e líder Stalin. Não podem e não vão apagá-lo, porque os fatos, não apenas aqueles teóricos – a sua obra é de valor universal para os militantes comunistas - mas os resultados práticos, obtidos pela URSS, sob a direção do Partido Comunista (bolchevique) de toda a União, encabeçada por Stalin, são inegáveis.


A União Soviética mudou do ser um país que com a morte de Lênin lutava para superar os problemas criados pelos ataques da reação internacional, à ser uma potência mundial. Foi o Exército Vermelho que derrotou a besta nazista, nas batalhas de Kursk e Stalingrado, contribuindo para a libertação de metade da Europa e conquistando Berlim, no 2 Maio de 1945. Tudo isso é necessário que seja repetido, com o Partido dirigido por Stalin e com o heroico povo soviéticos que sofreu perdas enormes, sem que nada pudesse parar o seu ímpeto.


Essas coisas são conhecidas, mas é preciso lembrar-as, especialmente às novas gerações, porque a campanha anti-comunista continua. Mas nem a lama espalhada pelo traidor Khrushchev com o seu relatório "secreto",  nem a glasnost de Gorbachev e dos seus sucessores, dos líderes dos partidos que têm caídos no revisionismo mais abjeto e no oportunismo, foram capazes de limpar a memória coletiva dos comunistas, dos trabalhadores e dos povos. Na mesma antiga URSS persiste a certeza que na era de Stalin foram obtidos grandes sucessos na construção do socialismo e uma riqueza, agora perdida, que preencheram de orgulho o povo soviético e os comunistas de todo o mundo.


Stalin, para todos nós é um verdadeiro gigante, apesar das mentiras e calúnias ditas contra ele. E nós temos que continuar a aprender dele.


Neste momento em que a crise global do imperialismo afeta brutalmente os povos, particularmente na Europa (Grécia, Portugal, Espanha, Itália ...) e sobre o proletariado e as camadas populares é transferido o peso das medidas ditadas pela troika UE-BCE-FMI que semeiam desemprego, fome, miséria, e nos fazem recuar de volta um século, nós comunistas devemos colocar-nos na cabeça das reivindicações e lutas que desenvolvem em todos os lugares.


Infelizmente, em muitos países, a divisão, a falta de compreensão da necessidade da unidade, nos enfraquece e nos impede de desempenhar adequadamente este tarefa. Por isso, é necessário trabalhar com coragem para alcançar a unidade comunista, discutindo sem preconceito ou intolerância, eliminando todos os tipos de obstáculos que impedem esta unidade. Engajar-nos nesta luta é também a melhor forma de prestar homenagem à Stalin, à  Lênin, à todos os comunistas que sacrificaram suas vidas para a comum causa revolucionária em todo o mundo.


Uma unidade comunista, que deve ser forjada nos princípios do marxismo-leninismo e do internacionalismo proletário, condição sine qua non de modo que seja real e sólida, uma unidade que devemos ter no coração e continuamente alimentar.


Camaradas e amigos, esperamos fervorosamente que a reunião que vocês estão celebrando em homenagem ao camarada Stalin seja um passo importante no início da pesquisa daquela unidade tão necessária para todos nós.


Honra e glória ao camarada Stalin!
Viva o marxismo-leninismo!
Para a frente na estrada do internacionalismo proletário!
Comitê de Coordenação  da CIPOML
Março 2013


Enviado pelo Camarada - Claudio Buttinelli

Uma Vez Mais Sobre o Desvio Social-democrata em Nosso Partido


O VII Pleno Ampliado do Comitê Executivo da Internacional Comunista se realizou de 22 de novembro até 16 de dezembro de 1926, em Moscou. O Pleno discutiu os seguintes Informes: A situação Internacional e tarefas da Internacional Comunista; as questões chinesa e inglesa; a formação dos trustes, a racionalização e as tarefas dos comunistas nos sindicatos; as questões internas do PC (b) da URSS; as questões alemã e holandesa e também considerou as questões Maslov—Ruth Fisher, Brandeler e Talheimer e Suvarine.
No Pleno foram criadas as seguintes comissões: política, chinesa, inglesa, alemã e outras. J. V. Stálin foi eleito para integrar as comissões política, chinesa e alemã do Pleno Após haver estudado o Informe de J. V. Stálin "As questões internas do PC (b) da URSS", o Pleno estigmatizou o bloco de oposição trotskista-zinovievlsta do PC (b) da URSS como um bloco de divisionistas que na sua plataforma haviam resvalado para as posições mencheviques. O Pleno estabeleceu como tarefa da secção correspondente da Internacional Comunista travar uma luta decisiva contra quaisquer tentativas da oposição ao PC (b) da URSS e de seus partidários nos outros Partidos Comunistas no sentido de infringir a unidade ideológica e orgânica das fileiras da Internacional Comunista e do Partido leninista que dirige o primeiro Estado proletário do mundo, o Pleno ratificou a resolução da XV Conferência do PC (b) da URSS "Sobre o bloco oposicionista no PC (b) da URSS" tomou a deliberação de juntá-la ás decisões do Pleno como uma das resoluções O informe de J V Stálin "As questões Internas do PC (b) da URSS" suas palavras finais ao informe foram impressos em dezembro de 1926 na forma de um folheto sob o titulo "Uma vez mais sobre o desvio social-democrata em nosso Partido".

Índice
 I - Observações Preliminares
 1. Contradições do Desenvolvimento Interno do Partido
2. Origens das Contradições Dentro do Partido
II — As Particularidades da Oposição no PC (b) da URSS
 III — As Divergências no PC (b) da URSS
 1 — Os Problemas da Construção Socialista
2. Os Fatores da Trégua
3. A Unidade e a Indissolubilidade das Tarefas "Nacionais" e Internacionais da Revolução
4. Sobre a História do Problema da Construção do Socialismo
5. A Significação Particularmente Importante do Problema da Construção do Socialismo na URSS no Momento Atual
6. As Perspectivas da Revolução
7. Como se Apresenta o Problema na Realidade
8. As Possibilidades de Vitória
9. Divergências Políticas Práticas
IV — A Oposição Trabalha
 a) O trabalho prático da oposição e de seus adeptos no PC (b) da URSS
b) O trabalho prático dos adeptos da oposição no Partido Comunista Alemão
c) O trabalho prático dos adeptos da oposição na França
V — Porque os Inimigos da Ditadura do Proletariado Louvam a Oposição
 VI — A Derrota do Bloco Oposicionista
 VII — O Sentido Prático e a Significação da XV Conferência do PC (b) da URSS
 Palavras Finais [Intervenção de 13 de Dezembro]
 I — Observações Isoladas
1. Necessitamos de Fatos e Não de Invenções e Intrigas
2. Porque os Inimigos da Ditadura do Proletariado Elogiam a Oposição
3. Há Erros e Erros
4. A Ditadura do Proletariado Segundo Zinoviev
5. Os Aforismos Oraculares de Trotski
6. Zinoviev no Papel de um Colegial que Cita Marx, Engels e Lênin
7. O Revisionismo Segundo Zinoviev
II — A Questão da Vitória do Socialismo em Determinados Países Capitalistas
1. Premissas da Revolução Proletária em Países Isolados na Época do Imperialismo
2. Como Zinoviev "Elabora" Lênin
III — O Problema da Construção do Socialismo na URSS
1. As "Manobras" da Oposição e o "Nacional-Reformismo" do Partido de Lênin
2. Estamos Construindo e Podemos Construir a Base Econômica do Socialismo na URSS
3. Construímos o Socialismo em Aliança com o Proletariado Mundial
4. Questão da Degeneração
IV — A Oposição e a Questão da Unidade do Partido
1. Como se formou o bloco oposicionista?
2. Qual a Plataforma do Bloco Oposicionista?
3. O que é o bloco oposicionista do ponto de vista da unidade do Partido?
V — Conclusão