sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Capachos projetam no gigante Stalin a sua tara



Publicado em A Hora do Povo - 3 dez. 2004

Não existe, em toda a História da Humanidade, uma figura humana que encarne mais íntegra, honrada e firmemente a Revolução do que o “maravilhoso georgiano”. Sua trajetória incrivelmente clara e definida não deixa espaço para a impostura tão cara aos fariseus

O sr. Ruy Fausto é um desses charlatões que gostam de se sentir muito avan-çados, progressistas e libertários, mas não dispensam jamais a aprovação e o beneplácito da casta dirigente, em especial de banqueiros, imperialistas, vende-pátrias e sua imprensa.

Não há quem fariseus desse tipo odeiem mais do que Stalin. Porque não existe, em toda a História da Humanidade, uma figura humana que encarne mais íntegra, honrada e firmemente a Revolução do que o “maravilhoso georgiano”. A trajetória incrivelmente clara e definida de Stalin não deixa nenhum espaço para a impostura tão cara a esses elementos. Ela deixa claro que é impossível seguir o caminho de Deus com o aplauso do Diabo, que este não hesita em obstaculizar tal caminho das formas mais sórdidas e criminosas, que é preciso escolher entre a cruz e a caldeira, e que às vezes, infelizmente,  essa escolha é dura, difícil e traumatizante. Entre o povo e seus vampiros, a verdade e o embuste, a justiça e o crime, a honra e a covardia, Stalin nunca vacilou – e jamais houve alguém tão lúcido, firme e incor-ruptível nisso quanto ele. É o que esses pigmeus sem caráter, sem vértebra e sem moral não podem lhe perdoar.
Tanto pior para eles.

Os serviçais da opressão e do parasitismo consumiram montanhas de papel e oceanos de tinta para caluniar o gigante. Mas sempre chegam à conclusão que não adiantou, que o serviço não foi convincente. E assim, cada um mais pedante, pernóstico e ridículo que o outro, se revezam em achar que agora sim, vão obrar algo que deixará a coisa clara. Apenas para perceber mais a frente que sua obra sumiu na poeira do tempo e Stalin torna-se a cada dia maior do que era.

O dr. Fausto resolveu escudar-se em duas inconformadas algaravias contra o guia genial dos povos. Uma delas é daquela besta, o Dmitri Volkogonov, general de fancaria excretado pelo exército soviético, favorito do beberrão, renegado e vende-pátria Boris Ieltsin, que já tivemos oportunidade de abordar séculos atrás. A outra é de um tal Simon Sebag Montefiore, que em 816 páginas perpetrou “Stalin – A Corte do Czar Vermelho”. É cômico que o dr. Fausto pretenda dar foros de coisa séria a uma cretinice primária como essa.

Ele diz que “a maneira pela qual Stalin liquida os seus companheiros de partido durante o grande terror é um verdadeiro clássico da brutalidade e da abjeção”. Que “Kamenev e Zinoviev já tinham capitulado de um modo humilhante nos anos 20, mas só são processados nos anos 30”, com as “acusações mais estapafúrdias, de traição e conspiração”.

Brutal e abjeto, dr. Fausto, é como você se apóia no que há de mais corrompido e obscurantista no mundo atual, bem como nos raciocínios mais estúpidos, para injuriar quem vale um milhão de vezes mais do que você, e esfregar-se nessa escória que você se empenha em agradar. Quer dizer que para você é um absurdo, uma “acusação estapafúrdia”, ver traição e conspiração em Kamenev e Zinoviev. Agora, ver em Stalin traição e conspiração contra esses teus dois pigmeus, já isso você não acha nenhuma “acusação estapafúrdia”, não é, dr. Fausto? Que o homem que levantou e construiu o partido na clandestinidade enquanto Lênin estava exilado, que para isso enfrentou 6 prisões na Sibéria e de lá evadiu-se todas as 6 vezes, que comandou a organização do partido durante a insurreição – como se sabe, foi o partido quem fez a insurreição, após o que passou o poder para os soviets – que nos anos 20 derrotou sem dificuldade todos esses teus heróis da “oposição” a Lênin na polêmica literária e nas discussões do partido, que dirigiu a maior revolução e o maior trabalho de construção da História da Humanidade, que derrotou a maior e mais sanguinária máquina de guerra jamais havida,  ver num dirigente assim necessidade e possibilidade de traição e conspiração contra Zinoviev, Kamenev e outros entes errantes, isso você não acha nenhum absurdo, nenhuma “acusação estapa-fúrdia”!

Não, dr. Fausto. Não foram Stalin, Zdanov, Molotov, Vorochilov, Malenkov e outros os traidores e conspiradores, os “repugnantes pelo amoralismo e pela mediocridade”. Repugnante pelo amoralismo se arrisca a ser você, pois se revela incapaz de discernir entre um homem honrado e um traidor, um verme. Já medíocre nós não podemos dizê-lo: você é muito menos do que isso. Esses que você cita foram grandes, gigantes, no compromisso com o povo, com os companheiros e com a Humanidade. Os traidores e conspiradores, por mais que isso doa e incomode a você e a todos os reacionários, foram mesmo Zinoviev, Kamenev, Bukarin, Trotsky e outros fariseus. Trotsky, no exílio, não tinha necessidade de esconder e não escondia isso: “somente o assassinato pode remover Stalin”, afirmou ele ao New York Evening Journal, em 26 de janeiro de 1.937. É possível ser mais claro? Só quem não se deu ao trabalho de estudar as milhares de páginas das atas dos processos – mas apesar disso pontifica esta e aquela “convicção” – os milhares de documentos, testemunhos e depoimentos, vivos, dramáticos, emocionados, a guerra entre a promotoria e os depoentes, as idas e vindas, as hesitações, os choros, as versões gradativamente se aclarando e se encaixando, só quem não viu nada disso ou é hipócrita pode ter qualquer dúvida de que todos esses membros da “oposição” se uniram numa conspiração sórdida para derrubar, através da sabotagem, do terrorismo, do assassínio e do putsch quem os havia derrotado através do debate público e de discussão partidária, única e simplesmente porque tinha razão e apontara o caminho correto. Nisso Trotsky estava certo: não havia outra forma de “remover” o homem que isolara os pedantões, descrentes e capituladores e unira o povo russo num caminho radioso de progresso e solidariedade senão o assassinato. Mas essa forma também não prosperou, e custou um alto preço aos conspiradores. As sessões do Tribunal foram públicas, assistidas por todo o corpo diplomático e correspondentes de todos os principais jornais do mundo. Não por acaso nem um só desses senhores expressou qualquer dúvida a respeito da veracidade de suas conclusões. Agora têm que correr atrás do prejuízo, encher páginas e mais páginas de lorotas e conversa fiada, sem convencer verdadeiramente – mais além e mais fundo que a hipocrisia – a quem quer que seja, por uma simples razão: porque não é verdade.

Por que “Zinoviev e Kamenev capitularam de modo humilhante nos anos 20”? Porque, ao contrário de Trotsky, reconheceram, depois de muita resistência, que estavam errados ao afirmar que não era possível construir o socialismo na URSS enquanto outros paises da Europa não fizessem a sua revolução? O que há de humilhante nisso? Se houvesse alguma humilhação seria em terem adotado essa tese obviamente de fuga, de capitulação, não em a terem abandonado. E como poderiam participar da construção do socialismo iniciada entusiasticamente por todo o povo soviético, se continuassem afirmando que isso era impossível? Só os pernósticos que não erram nunca acham humilhante reconhecer um erro. Mas toda a humanidade progressista vê com admiração os que sabem reconhecer e corrigir seus erros. Essa é uma grande qualidade, não um defeito, não uma humilhação. Stalin acreditou na sinceridade da autocrítica de Zinoviev e Kamenev. Por isso os chamou e a outros para o ministério, e confiava neles. Mas eles eram do tipo do dr. Fausto: eram incapazes de corrigir seus erros e consideravam a autocrítica uma humilhação. Tivessem ou não consciência disso, o tempo demonstrou que apenas aguardavam uma oportunidade de voltar à carga. Eram pequeno-burgueses demais, egocêntricos demais para reconhecer a força do que está fora deles, a força do coletivo, a força do povo, a força da vida, e insistiam em avaliar as possibilidades da URSS a partir de suas míseras possibilidades de enfatuados pequeno-burgueses que queriam continuar se sentindo o centro do mundo. Não admitiam que a revolução fosse até onde eles não conseguiam ir, e quiseram pará-la na marra. Por isso foram atropelados por ela. Não é uma coisa alegre, mas é inevitável. Pior seria se tivessem conseguido parar a revolução e a entregar à sanha do inimigo.

É inteiramente inveros-símil essa vossa versão de que Stalin e seus companheiros “riam a não poder mais” do espetáculo de covardia de Zinoviev diante da morte. Essa é uma afirmação estúpida, ridícula. Stalin não era do tipo que vê graça no que é deprimente. Sabe de onde você e suas “fontes” tiram isso, dr. Fausto? De vocês mesmos. Vocês ainda não fizeram, e provavelmente jamais farão, a vossa escolha entre deus e o diabo. Vocês são pessimamente resolvidos. Por mais que tentem esconder e sufocar o diabo que trazem dentro de si, ele vive a lhes pregar peças. Vocês morrem de medo dele, de que ele, entre outras coisas, os faça rir do que não tem graça nenhuma. Mas, naturalmente, vocês preferem projetar essa vossa tara em quem não tem nada a ver com ela. Quanto a esse “bufão” que arremedava Zinoviev e seu sotaque ídiche, que também era judeu e que posteriormente foi também fuzilado, é possível sim, dr. Fausto. Não seria Rosengoltz? Ele tentava afastar as suspeitas de si, e, fiel a si próprio, acreditava que não havia forma melhor de fazê-lo que tripudiando sobre o comparsa. Eles eram exatamente assim. Uma coisa sórdida, não é mesmo? Mas você pode ficar tranqüilo: se isso realmente aconteceu, Stalin não viu graça nenhuma. E deve ter desconfiado. Os canalhas não eram tão espertos quanto pensavam.

 Bem, dr. Fausto, vamos ficando por aqui. Já nos estendemos muito. Até uma próxima oportunidade. 

J.P.M.

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