sábado, 15 de dezembro de 2012

LIBERTARIANOS TENTAM DIFAMAR PROFESSOR GROVER FURR


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O professor Grover Furr, de Montclair State University, está sendo objeto de difamação em um vídeo que tem circulado, principalmente, entre os seguidores de Von Mises, os chamados "libertarianos".
No vídeo, um debate da juventude promovido pela juventude de ultra-direita norte-americana (em novembro passado), envolvendo um "liberal" (Grover Furr), um conservador e um "libertariano", envolve o professor Furr, do departamento de Inglês, numa polêmica com um estudante. Furr foi o liberal convidado pelos organizadores do debate (que foram os libertarianos).
"Os Estados Unidos têm o mais baixo nível de vida de todos os países industrializados e todos eles têm um sistema de saúde gratuito, e vocês deveriam ter direito a isso também", diz o professor no vídeo.
Grover Furr é professor há 43 anos em Montclair. Leciona História do Jornalismo, Literatura e História Mundial e Língua Inglesa.
O vídeo (disponibilizado no youtube e com linque aqui) envolve não suas aulas, mas suas pesquisas sobre Stálin. O aluno pergunta sobre as bilhões de mortes provocadas por Stálin. Primeiro Furr diz que esse não é o assunto do debate, que aquilo não deveria ser debatido ali. Mas o estudante insiste e fala no Relatório Kruschev. Alguém lembra ao estudante que o professor escreveu um livro chamado "Kruschev Mentiu". Logo, Furr perde a paciência: "Você fala merda." O aluno grita: "Então essa é uma grande mentira bem sucedida?" O professor também grita: "Isso é que a mentira bem sucedida. Tentei encontrar pelo menos um crime que Stálin tenha sucedido, pelo menos um". Depois disso, os organizadores retomam a palavra, reafirmam o consenso de que Stálin provocou milhões de mortes e ainda citam a frase que seria de Stálin: "uma morte é uma tragédia, milhões são uma estatística". Furr ainda foi ao microfone questionar onde é que essa frase foi citada por ele, pois é de autoria duvidosa.
Essa resposta fez com que os libertarianos postassem o vídeo, que já tem mais de 40 0000 visitas, sob a legena de "professor louco diz que ninguém foi morto por Stálin", que não corresponde à verdade do que foi dito no debate. Furr trabalha com evidências e fontes primárias e não achou evidências de que tenham ocorrido os tais crimes.
Depois da repercussão nacional do vídeo, o advogado e descendente de ucranianos Arthur Belenduik ligou para Montclair pedindo esclarecimentos a respeito, dizendo que sua família foi vítima de prisão nos gulags. O departamento de Inglês apenas informou que Furr está apoiado na primeira emenda da Constituição Americana, a que garante liberdade de expressão. Belenduik, assim ocomo os ultra-direitistas que comentam, em sua maioria, no vídeo, afirmam que Furr ensina "stalinismo" aos alunos. Eles reclamam a expulsão de Furr em uma reforma universitária que estão propondo. Obviamente, eles (como os tucanos e ultra-direitistas brasileiros) responsabilizam a nós, professores com ideias progressistas ou de esquerda, por seus fracassos eleitorais, causados principalmente por suas políticas impopulares e conceitos falsos, como a ideia de que o mercado pode sobreviver sem o mercado.
No entanto, com seu espírito advindo da ditadura militar e do macartismo, querem nos perseguir e culpar por seus erros e fracassos.
O vídeo tem sido comentado em jornais conservadores com a mesma visão que é epidêmica nesses meios --e no Brasil: a universidade seria um ambiente liberal onde, às custas dos contribuintes, os jovens são doutrinados com ideologias de esquerda. "Eles nunca viram uma aula minha, nem conversaram com meus alunos", disse o professor Furr em resposta.
No entanto, o coordenador do deparmento de Inglês, Dr. Emily Sachs, comentou que não recebeu nenhuma queixa a respeito das aulas de Inglês nesse semestre.

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