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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Conferência Nacional “Com Stalin para o Socialismo", Florença, 17 de março de 2013 - Relatório de Plataforma Comunista



Conferencia Nacional “Com Stalin para o Socialismo
Florença, 17 de março de 2013
 Relatório de Plataforma Comunista

I
Se passaram 60 anos desde aquele 5 de marco de 1953 em que o coração do camarada Stalin parou de bater. Bem, acontece com Stalin como com as grandes montanhas. Quanto mais um se afasta, mais a clareza da sua figura, a importância do seu pensamento e da sua obra revolucionária se destacam em toda a sua grandeza.

É difícil expor este ou aquele elemento do seu trabalho, esta ou aquela batalha de classe que dirigiu para fazer avançar a revolução proletária e o socialismo na União Soviética e em todo o mundo, sem cair na parcialidade.

Mas podemos, pelo menos, apontar alguns aspectos e eventos a que está ligado o nome de Stalin, para ter uma ideia da importância do seu trabalho para o desenvolvimento do movimento do moderno proletariado.



Em primeiro lugar, o nome de Stalin está ligado à longa luta para a criação de um partido verdadeiramente revolucionário da classe operária, um partido que sabe organizar a vanguarda consciente dos trabalhadores e sabe trazer no movimento operário a consciência socialista e guiar as massas oprimidas e exploradas para a revolução.


O camarada ” Koba" foi antes de tudo um indomável militante revolucionário do Partido Bolchevique, um organizador incansável totalmente dedicado à causa da libertação da humanidade do exploração, da miséria, a ignorância;  um lutador e um líder com dons extraordinários teóricas, práticas e morais que representou as melhores qualidades do proletariado revolucionário.

Em segundo lugar, Stalin foi um dos inspiradores e líderes da Revolução Socialista de Outubro. Depois a apresentação - por Lênin - das "teses de Abril", ele foi o arquiteto-chefe na tarefa crucial de transformar a linha leninista na organização e atividade política concreta, e ao lado de Lênin desempenhou um papel importante antes e depois do Outubro Vermelho.


No período 1918-1920 foi o membro do Comitê Central lançado de um frente de guerra ao outro, lutando nos pontos mais perigosos e decisivos para o destino da Revolução socialista.


Em terceiro lugar, Stalin como continuador do trabalho iniciado por Lênin, foi o arquiteto da União Soviética, o primeiro Estado socialista da história. O "maravilhoso georgiano", como  Lênin tinha-o chamado, fez um gigantesco trabalho na fundação das repúblicas nacionais soviéticas, e na sua união voluntária no novo Estado Federal pluri-nacional. A’ figura e à obra de Stalin estão ligados à constituiçao, o desenvolvimento e a defesa da URSS, que ele conduziu durante 30 anos mobilizando os trabalhadores e camponeses soviéticos na construção do socialismo e contra a reação cruel da burguesia interna e internacional.



Em quarto lugar, o camarada Stalin foi um eminente internacionalista, que dedicou a sua vida ao levantar e ao fortalecimento da classe trabalhadora internacional. Ele seguiu em modo constante a atividade e a politica da Internacional Comunista participando diretamente no tratamento de vários problemas relativamente à atividade de suas seções principais. Foi o timoneiro do Movimento comunista e operário internacional, o amigo fiel dos povos oprimidos em luta pela liberdade, independência, democracia e socialismo,o inspirador e defensor da construção do socialismo e do comunismo em escala mundial.


Graças a sua liderança, o Movimento comunista se tornou uma potência mundial, presente em todos os cantos da Terra, temperado ideologicamente, monolítico na sua vontade, inspirado dos ideais mais elevados.
Em quinto lugar, Stalin foi o comandante político e militar, o estratega do Exército Vermelho, do movimento partidário, da classe trabalhadora e dos povos soviéticos na luta contra o nazifascismo. O Seu nome permanecerá sempre associada à resistência formidável e heroica  a vitoriosa contra-ofensiva que marcou o destino da Segunda Guerra Mundial, a vitória de Stalingrado, a mais grande batalha da humanidade contra a barbárie nazifascista, que mudou o curso da história.


Em sexto lugar, Stalin favoreceu a criação de um poderoso e unido campo socialista e um novo relacionamento de forças em todo o mundo, mais favorável ​​para a classe trabalhadora, levou ao estabelecimento da democracia popular em muitos países da Europa de Leste, deu um poderoso impulso para as lutas de libertação nacional, anti-imperialistas e anti-colonialistas. Mesmo nas condições da "guerra fria", encomendada pelo imperialismo EUA, Stalin defendeu fortemente os interesses dos povos da URSS e do mundo, expondo e condenando as posições revisionistas e as correntes contra-revolucionarias. A classe operária e as massas populares de todos os países, os povos que tinham embarcado o caminho do socialismo, e aqueles em luta contra o colonialismo, tinham na União Soviética de Stalin um aliado confiável, uma poderosa base de apoio, pronta para o apoio e o ajudo internacionalistas.





Atacar e denegrir Stalin significa de fato atacar e denegrir o socialismo, a revolução proletária, a liberdade ea emancipação dos trabalhadores e dos povos.


Portanto, è tarefa de nos comunistas lembrar, defender, desenvolver e atualizar o seu pensamento e sua obra revolucionária, como seus companheiros e seus seguidores.



II
O camarada Stalin foi um grande revolucionário, não só na prática, mas também na teoria.

Dizemos isto porque há uma tendência a ver Stalin só como um líder de tipo prático, subestimando ou negando os seus méritos no campo teórico  As alegações da mediocridade intelectual e os estereótipos que foram abordados à ele são também uma consequência do longo predomínio  revisionista e das difamações trotskistas, expressões daquela ampla frente anti-stalinista que vão dos caluniadores aos detratores, passando através dos defensores dos chamados "erros teóricos" de Stalin. Desejamos, portanto, destacar e explorar algumas contribuições fundamentais do camarada Stalin no campo teórico.

Antes de tudo, temos a nota definição do leninismo, que Stalin caracterizou como um fenômeno de caráter internacional, como desenvolvimento adicional do marxismo. Ao contrário de Bukharin, Kamenev e Zinoviev, que consideravam o leninismo como a aplicação do marxismo às condições especiais da Rússia, não aplicável às outros países porque não teria tido um caráter geral, Stalin refutou os tentativas de distorcer e restringir o leninismo à situação específica da Rússia, para transformá-o em um um fenômeno puramente russo.

Ao mesmo tempo, Stalin mostrou que a base teórica do leninismo é o marxismo, que sem entender e sem partir do marxismo não há maneira de entender o leninismo.

A definição fundamental do leninismo como  "o marxismo da época do imperialismo e da revolução proletária", como "a teoria e a tática da revolução proletária em geral, a teoria e a tática da ditadura do proletariado em particular", não existia no início dos anos vinte, foi completamente nova, e è devida à Stalin. Portanto, quando falamos de marxismo-leninismo, quando nos definimos marxistas-leninistas, nunca devemos esquecer que ele colocou cientificamente as bases desta formulação.

A contribuição de Stalin sobre a questão nacional e colonial é crucial. Stálin é o criador da teoria e do programa bolchevique da questão nacional. Ele esclareceu as características das nações, explicado a sua origem e o desenvolvimento dos movimentos nacionais; adotou o método bolchevique para a solução da questão nacional, na base do vínculo indissolúvel com a questão geral da revolução. Lenin reconheceu que era um grande desenvolvimento do marxismo, e sobre esta base foi fixada a politica do poder soviético sobre a questão nacional.

A luta teórica e política de Stalin contra o nacionalismo burguês foi uma constante da sua vida.   desde os anos de sua militância juvenil no POSDR, ele estava lutando com os mencheviques do Cáucaso que subordinavam o socialismo ao nacionalismo, quebrando a unidade dos trabalhadores dos diversos países do Cáucaso e a sua unidade com os trabalhadores russos.


A mesma luta ele conduziu, em seguida, contra os social-democratas austríacos, discutindo com a ideia puramente "cultural"  de nação como "comunidade de destino", defendida por Otto Bauer e contrapondo-se à ela a concepção materialista-histórica da nação.


Stalin defendeu de modo intransigente a concepção leninista da hegemonia do proletariado nas revoluções democráticas do século XX nos países coloniais e dependentes e, portanto a tese dos movimentos nacionais anti-imperialistas daqueles países como reservas da revolução proletária mundial.



E até a sua morte de Stalin lutou, sobre o nível nacional e internacional, contra todos os desvios do marxismo e do leninismo que subordinavam o socialismo ao nacionalismo. Espécime foi, neste perfil, a sua luta contra o desvio titoísta na Jugoslávia.


A contribuição de Stalin à questão nacional não termina aqui, porque ele desenvolveu a teoria marxista-leninista da questão nacional com referência à sociedade socialista. Anteriormente o socialismo era concebido de uma forma muito genérica, como um sistema que leva à abolição das nações. Stalin demonstrou que o socialismo não conduze à abolição das nações em geral, mas apenas à supressão das nações burguesas. Mostrou que, sobre as ruínas das antigas nações burguesas surgem novas nações socialistas que são mais sólidas e estáveis ​​do que qualquer nação burguesa, porque livres das contradições entre classes antagônicas. Ele lutou contra as formas  mais perigosas e refinadas do nacionalismo e chauvinismo que não levavam em conta as diferenças nacionais, de língua, cultura, modo de vida, que queriam minar o princípio da igualdade das nações e liquidar as repúblicas soviéticas.



Ele também desenvolveu uma tese muito importante sobre o desenvolvimento da cultura dos povos dos países socialistas, que é nacional na forma e socialista no conteúdo.

A contribuição de Stalin sobre a questão nacional é, portanto, um adicional desenvolvimento dos ensinamentos marxistas-leninistas sobre a questão nacional, que é crucial para a revolução proletária.

A economia política moderna é uma ciência que tem pouco significado sem Stalin. As suas contribuições para a economia política são grandes e fundamentais. Em primeiro lugar, tem proporcionado uma definição clássica do objeto da economia política que se aplica a todos os modos de produção. O objeto da economia política foi definido em abstrato por Engels no Anti-Dühring e por Lênin quando ele fala de Bogdanov. Havia duas definições do objeto da economia política, não aplicáveis ​​a todos os modos de produção. Stalin foi o primeiro clássico do marxismo-leninismo para formular uma definição abrangente do objeto da economia política, que, como se sabe, está contida na obra Problemas Econômicos do Socialismo na URSS.

Stalin formulou a principal lei econômica fundamental do moderno capitalismo, a da tendência do capital para atingir o máximo de lucro. Lênin no Imperialismo, fase superior do capitalismo tinha mostrado os elevados lucros monopolistas e os super-lucros, mas não tinha fornecido uma formulação da lei do capitalismo monopolista. Para uma compreensão adequada do desenvolvimento do capitalismo, precisamos de uma definição da lei fundamental do capitalismo atual, e esta tem sido formulada pela primeira vez por Stalin.
Stalin também  tem obtido das clássicas formulações de Marx e Engels a bem conhecida lei econômica da necessária correspondência das relações de produção ao caráter das forças produtivas, comum a todos os modos de produção. Isto significa que as relações de produção podem retardar, mas não por sempre, porque num dado momento uma revolução social deve aparecer e criar novas relações de produção. Esta é a lei econômica do desenvolvimento da sociedade.

Uma das maiores contribuições teóricas de Stalin é que ele criou a economia política do socialismo. Isso não existia nos anos ‘20. Houve algumas declarações gerais e algumas proposições abstratas sobre o que teve de basear a economia política do socialismo. Houve a definição da economia política de Bukharin, segundo a qual ela estuda apenas os modos de produção pré-socialistas, as economias baseadas fundamentalmente no mercado. Então quando as economias de mercado são essencialmente obsoletas e deixam de existir, a economia política não existiria mais.

Stalin resolveu brilhantemente este problema. Além disso, ele descobriu as leis da sociedade socialista e estabelecido a lei econômica básica do socialismo, o ponto mais alto atingido pela economia política do socialismo, proporcionando uma sua definição científica.

Continuamos, abordando um tema de grande importância. O camarada Stalin apontou as características e as tarefas do sistema da ditadura do proletariado na sua complexa estrutura (sindicatos trabalhadores, Soviét, cooperativas de consumo e de produção  organização da juventude, Partido Comunista). Ele materializou e desenvolveu o que é a ditadura do proletariado, e demonstrou cientificamente como também em ausência de classes antagônicas e de uma exploração do homem pelo homem, o proletariado deve manter a sua ditadura até o comunismo.

Na dura luta empreendida para a construção integral do socialismo nas condições de cerco capitalista, era necessário desenvolver a teoria e as funções básicas da ditadura do proletariado, ampliar a sua base social, manter o papel de liderança do partido, desenvolver a luta de cima e de baixo. E isso foi feito por Stalin.
Ele indicou que, nas condições do socialismo e da construção do comunismo, com a liquidação das classes antagônicas, desaparecem algumas funções da ditadura do proletariado, mas outros permanecem em vigor atè a construção integral do comunismo, porque em um país cercado pelo capitalismo não se pode considerar definitiva a vitória do socialismo.

A este respeito, Stalin formulou uma famosa tese, a da mais acuta luta de classe após a construção da base econômica do socialismo e a liquidação das classes exploradoras, até o comunismo. Esta tese tem sido amplamente criticada, em nome de uma teoria oportunista: a do enfraquecimento da luta de classe e da rendiçao do inimigo de classe. Uma teoria de tipo bukhariniano, que mais tarde levou às teses revisionistas do superação da ditadura do proletariado, do "Estado de todo o povo.", da "coexistência pacífica",  da "competição pacífica".

Nas suas obras, Stalin desenvolveu a teoria leninista da revolução socialista, notando que se pode derrotar a burguesia e construir plenamente a sociedade socialista com as forças internas da revolução vitoriosa  mas que esta vitória não pode ser considerada definitiva até que existe o cerco capitalista, e, portanto, o perigo da agressão e restauração do capitalismo.

O chefe do Partido Comunista da URSS sempre esteve ciente da possibilidade da contra-revolução e na base deste risco objectivo levou uma batalha coerente  cheia de enormes dificuldades, considerado também que a construção do socialismo se apresentava como uma nova tarefa. Esta posição staliniana foi plenamente confirmada pela experiência histórica que demostrou que o socialismo, uma vez estabelecido, nao é irreversível até quando a vitória da revolução proletária nas outros países capitalistas fornece  a garantia completa contra a restauração do velho regime.

Como resultado da tese de Stalin sobre a vitória definitiva é que a luta pela construção e a vitoria do socialismo não pode ser concebida de uma forma estreita, do ponto de vista do  desenvolvimento interno, mas deve ser entendida como luta à nível internacional entre a burguesia e o proletariado, para liquidar o cerco capitalista e eliminar o perigo de agressões armadas.

É fundamental compreender corretamente a questão do cerco. Não é uma simples condição externa, secundária, mas um aspecto da contradição antagônica entre socialismo e capitalismo, da luta entre dois sistemas, entre o velho eo novo, que deve ser resolvido com a política proletária revolucionária. 


De isto depende a vitória final, que deve ser construída sobre a união dos esforços dos proletários de todos os países e a vitória da revolução socialista em diversos países.


Essa contradição se reflete na sociedade socialista, em que a luta de classe se desenvolve com altos e baixos, de modo sinuoso, tecendo no frente externo e interno e expressando na sua forma mais elevada, com a luta política e ideológica, nas mesmas fileiras do Partido.



Isto significa que o fenómeno revisionista não pode ser entendido fora da sua relação com o imperialismo. Na verdade, o revisionismo é o resultado da enorme pressão econômica, política, militar, diplomática, ideológica exercida pelo imperialismo sobre certas camadas privilegiadas, infectados pelo burocratismo e pela mentalidade burguesa, bem como sobre elementos degenerados que trabalhavam, por assim dizer, debaixo d’agua. Camadas e elementos, que infelizmente foram favorecidos por diversos fatores.
Entre eles, nos lembramos o atraso e a inexperiência histórica, a perda dos melhores pinturas na Segunda Guerra Mundial, mas também pelas atitudes, pelos limites, pelas influências e desde aquelas deficiências no trabalho, pelo desvanecimento da vigilância revolucionária, pela incapacidade de implementar a linha política e as directivas, que Stalin sempre denunciou e lutou.

E' portanto da relação mútua entre o fator externo, o imperialismo, e o fator interno, os resíduos das classes exploradoras, as classes privilegiadas e burocráticos e seus representantes, como o renegado Khrushchev, que desenvolveu a política de conciliação com o imperialismo e a contra-revolução.


Stalin também afirmou que a economia socialista cria as suas formas (ex. fazendas coletivas), mas que estes podem ser esvaziados do seu conteúdo de classe e assumir um conteudo não socialista, tal como extendendo a esfera da circulação de mercadorias e o âmbito da lei do valor, em vez de restringi-os. Todo depende do conteúdo que é dado à estas formas, quem  dirige-as e para quais objectivos são destinadas.



Este ensinamento está em conformidade com o princípio marxista segundo o qual a propriedade é uma categoria jurídica que revela, no entanto, a sua essência eficaz no domínio real das relações de produção e distribuição, por meio de que devemos sempre perguntar-nos: qual é o real conteúdo de classe da propriedade, além de suas formas legais? Qual classe beneficia da propriedade? E no caso da propriedade estatal e das empresas estatais, que por si não são socialistas, qual é o caráter de classe do Estado? Qual classe tem o poder político?

É apenas em torno do princípio da luta de classe no socialismo, da manutenção e reforço da ditadura do proletariado, que quebra a luta teórica e a oposição anti-estalinista. O exame do debate teórico e político, especialmente no período após a Segunda Guerra Mundial, mostra a existência de duas linhas. Por um lado, a de Stalin que coloca la luta de classe no centro do edificação do comunismo. Por um outro lado, a que de uma forma refinada de fato subestimava-a ou negava-a, poendo com ênfase que o socialismo tinha "alcançado a vitória definitiva sobre o capitalismo", sobre a "unidade" política, ideológica e moral da sociedade soviética", etc., abrindo assim o caminho para um" socialismo "profundamente diferente do socialismo da era de Lênin e Stalin.

O camarada Stalin estava bem ciente que as relações de produção exercem um poderoso efeito sobre o desenvolvimento das forças produtivas, acelerando ou diminuindo-o, e até o último dia da sua vida ele advertiu o Partido do perigo decorrente do atraso no desenvolvimento das relações de produção em relação ao desenvolvimento das forças produtivas.


Ao contrário das indicações de Stalin os revisionistas, os inimigos do socialismo, argumentavam que não havia mais a necessidade de revolucionar as relações sociais, de fazer avançar a revolução, impedindo assim a construção do comunismo na União Soviética e fazendo degenerar o socialismo.
Como Stalin tinha bem compreendido, os Bukharinianes e os  kruciovianes  enquanto por um lado formalmente negavam as leis objetivas da economia socialista, por outro lado, deu livre curso às aquelas leis e categorias burguesas que o socialismo herda do capitalismo e que no novo regime, alterando a sua natureza, devem gradualmente esgotar a sua função e dar lugar as novas leis econômicas do socialismo que permite a transição para o comunismo.


E a partir dessas concepções que originam as teses políticas e econômicas do revisionismo moderno, consagradas pelo XX Congresso do PCUS, segundo a qual o valor, a lei do valor, a circulação comerciante, o credito, a moeda, etc., mudavam fundamentalmente a sua natureza no socialismo, assim teriam podido usar livremente e sem perigo para a base econômica.



Lembramos que a restauração do capitalismo começou imediatamente após a morte (mais provávelmente assassinato) de Stalin e a derrubada da ditadura do proletariado com a derrubada da linha centrada no desenvolvimento prioritário da produção de meios de produção e sobre à supressão gradual da circulação de mercadorias. Foi deixado mais e mais espaço para comprar e vender livremente os meios de produção e os bens, foi promovido o interesse individual e uma maior independência das empresas no planejamento. Como a produção de bens socialista foi identificado, na teoria e na prática, com a produção capitalista de mercadorias ;a esfera de ação da lei do valor foi ampliada, as leis e as categorias do capitalismo emergiram.

As anteriores leis e práticas com conteúdo socialista foram substituídas por outras que deram à burocracia estatal e do partido, aos diretores das empresas, à nova burguesia, a total liberdade de expressar e realizar os seus interesses e aspirações burguesas. As empresas estatais durante o período Kruschev-Brezhnev tornaram-se produção de bens totalmente independentes, na base do princípio da "auto-suficiência".

A aceleração decisiva chegou no ano 1965, com as "reformas econômicas" de Kosygin, graças às quais foi reivindicado o direito de comprar e vender tanto os meios de produção como a força-trabalho (como qualquer outro mercadoria), foi re-estabelecida o lucro como impulso da produção e foi destruído o planejamento socialista.


Em essência, os revisionistas – depois ter usurpado o poder politico  e colocada sob o seu controlo os centros nervosos do Estado, embora aparentemente preservando as formas socialistas e algumas garantias sociais para evitar a colisão frontal com o proletariado - substituíram as relações de propriedade e de troca socialistas com as relações de propriedade e troca capitalistas, transformaram  a economia socialista em economia capitalista e favoreceram a sua integração no sistema mundial do capitalismo.


A degeneração revisionista não foi assim uma simples "deformação" do socialismo, ou apenas uma mudança na superestrutura política estabelecida com a fórmula do "Estado de todo o povo".



Foi também, a partir da morte de Stalin, a restauração do capitalismo, das suas leis, dos seus mecanismos.
Um processo gradual que no essencial foi concluído no final dos anos 60,  que resultou em profundas e negativas consequências no cenário internacional (conciliação de classe, submissão ao imperialismo, sabotagem da revolução e da luta de libertação dos povos), e que viu, como ato final, o colapso da URSS. Um processo que os partidos marxistas-leninistas têm denunciado, exposto e lutado abertamente por décadas, carregando sobre os seus ombros  "o pesado fardo de liderar a luta da classe trabalhadora e dos povos contra a burguesia, o imperialismo e o revisionismo" (E. Hoxha).


O essencial que deve ser compreendido neste processo gradual de subversão do socialismo, que teve lugar no período de Kruschev, Brezhnev até Grobaciov através das contra-reformas econômicas, foi a transformação das relações de produção, a introdução de um sistema de organização e gestão da economia que visava garantir o lucro a todo custo.



A derrubada da ditadura do proletariado não só tem desarmado ideologicamente e politicamente a classe operária soviética e profundamente alterado o caráter de classe do partido e do Estado, mas também privou-a da propriedade e do controlo dos meios de produção, desmantelando uma pedra após a outra, uma etapa apos a outra, a grande obra de Lênin e Stalin.

Desde isto nos traçamos uma consequência clara: a derrota da primeira experiência socialista é o resultado do abandono da estrada apontada por Stalin, que expressava a hegemonia da classe operária no partido e no Estado. A contra-revolução e a restauração do bárbaro sistema capitalista foram o resultado da negação da linha stalinista do fortalecimento da luta de classe no socialismo, até a abolição das classes.
Uma luta que determina o desenvolvimento histórico, até que não será definitivamente resolvida a questão "quem ganhará  ". Uma luta objetivamente amarga, que deve ser desenvolvida no frente político, econômico e ideológico contra os inimigos internos e externos, sem nunca separar e isolar o primeiro estágio de desenvolvimento da sociedade comunista da segunda, mas dirigindo-a diante em todos os campos para chegar ao nível superior.

Portanto, se o proletariado sofreu uma derrota temporária - embora dolorosa e muito profunda - è devido não ao fracasso da ideologia proletária e do socialismo, mas ao fracasso dos traidores revisionistas, daqueles escolas "comunistas e socialistas" em palavras, mas burguesas e contra-revolucionárias concretamente, que tem feito um grande serviço ao imperialismo.

Camaradas, aqueles que temos visto e examinado são apenas alguns dos grandes contribuições teóricas de Stalin ao marxismo-leninismo, que faz dele um clássico. Sem cair em interpretações de caráter e apologético, não podemos deixar de reconhecer que o camarada Stalin criativamente desenvolveu a ciência da revolução na nova era aberta pela Revolução Socialista de Outubro, indicou as leis deste período, forneceu uma resposta para as questões mais complexas levantadas da luta de classes.

O camarada Stalin, inimigo declarado da burocracia, da repetição mecânica de fórmulas superadas das condições de desenvolvimento da sociedade, do divórcio entre teoria e prática, tem enriquecido o marxismo-leninismo com novas alegações, novas descobertas e novas fórmulas correspondentes às novas experiências e às novos conhecimentos, às tarefas históricas da luta de classe na União Soviética e em todo o mundo.

O marxismo-leninismo de hoje é mais desenvolvido do que tínhamos depois da morte de Lênin.


É uma teoria que não só fornece respostas para as tarefas e necessidades atuais, mas também demonstra cientificamente a viabilidade e a inevitabilidade da transição para o comunismo. E isso devemos-o acima de tudo à Stalin.

Embora agora estamos num estágio histórico inferior, em que o socialismo não existe e o imperialismo domina o mundo, não obstante nesta situação devemos entender que o marxismo-leninismo não é apenas uma teoria do presente, é uma teoria do futuro, desde que demonstra comprove cientificamente que podemos construir o socialismo e o comunismo.


Sem reconhecer a contribuição teórica, científica e revolucionária oferecida pelo camarada Stalin - que vã da filosofia à política, da economia à ciência militar, da linguística à diplomacia  - não è possível ser realmente comunistas, uma vez que o objetivo final dos comunistas não é a derrubada do capitalismo, mas a construção do comunismo. Consequentemente, sem depender de seu excelente trabalho teorico-prático, não há possibilidade de formar um verdadeiro partido comunista capaz de conduzir a luta pela nova e superior sociedade.



III
Um aspecto fundamental da nossa conferência é a questão da atualidade do pensamento e da trabalho revolucionário do camarada Stalin. Para entender o que consiste devemos primeiro referir-nos aos eventos, aos dados essenciais e reais do momento histórico que estamos vivendo.
Como podemos ver, o mundo capitalista desde 2007 tem sido abalado por uma enorme crise de super-acumulação de capital, que envolve superprodução de meios de produção e de bens, gerados pelas leis fundamentais do capitalismo. A crise não é o resultado das "aberrações do neoliberalismo" ou dos "desequilíbrios globais",  é a expressão da incurável contradição entre a propriedade privada capitalista dos meios de produção e o caráter social das forças produtivas. Como Stalin escrevia "este mesmo desacordo è a base econômica da revolução social, destinada à destruir as relações atuais de produção e criar novos, de acordo com o caráter das forças produtivas".

As conseqüências da crise são diante de nossos olhos: destruição de capital, falências continuas, demissões, desemprego em massa, redução dos salários,  liquidação dos direitos conquistados pela classe trabalhadora, empobrecimento de grande parte da população. As doenças incuráveis do capitalismo pioram.

O resgate dos bancos e dos monopólios com fundos estatais enormes (ou seja, com enormes quantidades de valor produzido pelo trabalho de que se apropria a burguesia) até agora evitou o colapso. Mas isso não resolveu a crise,só tem prolongada-a, determinando o aumento das chamadas dívidas soberanas e a imposição de medidas brutais de austeridade, que afetam as massas trabalhadoras e restringem todo o mercado.

Seis anos após a eclosão da crise estamos no meio de uma nova recessão e não há dados que indica um novo aumento da produção. Em vez de resolver-se a crise se estende batendo também os chamados poderes capitalistas "emergentes", no entanto aumentam as diferenças e desequilíbrios entre os países.

São possíveis novos crack financeiros e fiscais, um novo colapso da economia global.

Se até recentemente se falava duma perspectiva de melhoramento da situação hoje em dia se discute para saber se capitalismo - um sistema dominado por uma gigante máquina parasitaria - pode sair de sua crise ou se há uma maneira de sair no seu âmbito.

Como se explica a duração extraordinária desta crise, o seu curso longo e sinuoso?  A análise realizada pelo camarada Stalin sobre a crise do '29 nos dá uma chave importante de leitura. Este carater è o resultado não só pelo fato de que a crise cíclica afetou todas as esferas da economia (indústria, agricultura, finanças, crédito, comércio, dívida, etc.) dos principais países imperialistas e capitalistas, mas também do fato que ela se desenvolve no chão do agravamento da crise geral do sistema capitalista mundial, que afeta todos os  aspectos do corrente modo de produção: economia, política, ideologia, cultura, moralidade, meio ambiente, etc) .


Em outras palavras: crise cíclica e crise geral estão interligadas, reagem uma sobre a outra, se fundem, dando como resultado uma profunda convulsão do mundo capitalista.

O período de instabilidade política e econômica pode durar muito tempo. Não existe mais uma locomotiva e económica e uma liderança eficaz do sistema capitalista. A estratégia neoliberal, que por décadas tem assegurado uma recuperação dos lucros sobre as costas da classe trabalhadora atingiu os seus limites históricos.  A estimulação keynesiana da demanda não pode resolver a crise, dada a sua natureza.


O imperialismo dos EUA está em declínio irreversível: a sua taxa de lucro não voltou aos níveis de depois a Segunda Guerra Mundial, o déficit federal tem crescido à níveis astronômicos, e é inevitável o estouro da bolha do dólar. A hegemonia norte-americana está minada pela raiz. A China, Rússia, Alemanha e outros países imperialistas e capitalistas suportam cada vez menos a dominação dos EUA, querem escapar da escravidão estadunidense, quebrar o domínio do dólar, fazer valer os seus interesses e fazer o máximo de lucro.



A luta dos bandidos imperialistas para os mercados e as matérias-primas, as rotas de transporte de bens e as áreas estratégicas, o desejo de transferir sobre os seus concorrentes  as consequências da crise, significa que os relações entre os ladrões imperialistas continuamente apodrecem.

"A inevitabilidade das guerras entre os países capitalistas continua a existir" nos lembra o camarada Stalin. Hà de facto o perigo de um conflito para a divisão do mundo em conformidade com o novo equilíbrio de poder. Os agressoes militares e as ameaças de intervenção direta ou indireta na África (Líbia, Mali, República do Congo), no Médio Oriente (Palestina, Síria, Irã), na Ásia (Afeganistão, Paquistão, Coréia do Norte) são manifestações desta luta, bem como a preparação para a guerra como um elemento fundamental da política externa.

Nós também não devemos esquecer que estes processos ocorrem em um cenário ambiental caracterizado pelo avanço da crise ecológica mundial, que dobrando-se com a econômica, está trazendo o planeta ao colapso.

A burguesia deve agora enfrentar uma situação mais difícil com menos recursos econômicas e menos legitimidade política. As instituições burguesas e suas organizações internacionais são obrigados a livrar da máscara democrática, agindo com violência e aumentando  a repressão contra a classe trabalhadora e os movimentos populares. Os pilares políticos principais do sistema burguês, o liberalismo e a social-democracia, com os seus políticos corruptos e com a burocracia sindical, são amplamente desacreditados.
E' possível, nestas condições, um remake do "New Deal", um novo compromisso social? Nós acreditamos que esgotaram as condições do acordo entre a burguesia e a socialdemocracia que caracterizou a dinâmica da luta de classe nos países imperialistas ao longo dos últimos 60 anos. Um pacto - basado na exploração da classe trabalhadora, a super-exploração dos povos oprimidos e do ambiente - que garantiu algumas limitadas reformas sociais em troca de desistir da luta para o poder.

A burguesia não pode restaurar as condições de crescimento e rentabilidade antes da crise, não pode explorar com baixo custo as recursos naturais, não pode tentar de expandir o mercado e promover os níveis de emprego com políticas que já demonstraram sua ineficiência  não pode redistribuir uma parte dos lucros excessivos que diminuem cada vez mais. Não está em posição de fazer concessões para garantir as conquistas e os direitos da classe trabalhadora ocidental e oriental. Ele não tem os recursos financeiros para manter uma grande classe média  e ao mesmo tempo cooptar as massas infinitas dos povos oprimidos. E nao há mais um "espaço ecológico" para expandir ainda mais a economia capitalista.

A "Idade de ouro" é definitivamente acabada para a classe dominante que deve desmantelar o anterior pacto social sem ser capaz de recriar um novo. Na verdade o seu programa é um ataque frontal ao proletariado e aos povos, que prossegue com o apoio ativo dos reformistas, dos oportunistas e dos traidores do comunismo.

Quando houve os trágicos acontecimentos que levaram ao colapso dos antigos países socialistas do Leste Europa e da União Soviética, os porta-voz do imperialismo e da reação cantaram vitória, e entoaram o "requiem" do comunismo, declararam que a revolução era uma coisa do passado, que a humanidade tinha alcançado o "fim da história", que o capitalismo era uma ordem social eterna. Nós nao teve que esperar um longo tempo a fim que a dinâmica mesma do sistema burguês assumisse de enterrar esta mentira.


Em décadas recentes as crises tem seguidos sem uma ruptura e uma após a outra cai as ilusões sobre a possibilidade de um desenvolvimento ilimitado e pacífico no quadro do sistema burguês, e sobre as características da democracia burguesa, hipócrita e estreita. O bárbaro sistema capitalista não é mais visto como uma opção insubstituível histórica por amplas massas de trabalhadores que estão à procura de uma alternativa.

Também o mito da União Europeia caiu miseravelmente e esta instituição imperialista é cada vez mais vista e denunciada para aquilo que é: um instrumento do capital monopolista financeiro para aumentar os lucros e acertar os trabalhadores e os povos.


Ao mesmo tempo, os reformistas, os velhos partidos do cretinismo parlamentar são abertamente desafiados e abandonados pelos trabalhadores, os jovens, que se recusam de pagar a crise e os dividas do sistema capitalista.



Renasce nas lutas o espírito de luta e se levantam novamente as bandeiras do comunismo em muitos países do mundo.

A extensão da crise capitalista mundial, as políticas de austeridade e de guerra impostas
pela oligarquia financeira e as suas consequências dramáticas, constituem a base objetiva da intensificação do conflito entre proletariado e burguesia.

O descontentamento e as protestas crescem em muitas partes do mundo contra a ofensiva capitalista, contra a insustentabilidade das condições de vida, contra as enormes disparidades econômicas, a corrupção desenfreada, a pilhagem dos recursos naturais. Em muitos países se sucedem as greves operarias e as rebeliões juvenis e populares, originadas das condições de exploração crescente, de expropriação e opressão. Nas lutas cresce o desejo de uma transformação radical da sociedade, amadurece a ideia de revolução.

Vivemos em um período de despertar geral da classe operária e dos povos, de recuperação da luta de classe das massas oprimidas e exploradas da Europa à América do Sul, África e Ásia. O mundo capitalista, nos seus subúrbios como na sua metrópole, é e será sempre mais o campo de batalha entre burguesia e proletariado.

Hoje estamos ainda numa fase defensiva, de crescente resistência, mas é apenas uma questão de tempo, porque possa afirmar uma mais forte e militante organização das forças proletárias, para novos ataques no céu.

Estamos otimistas sobre o resultado da luta de classe. As condições para a luta revolucionária dos explorados e dos oprimidos são mais favoráveis ​​do que ontem. O desenvolvimento global do capitalismo preparou à classe trabalhadora condições materiais e sociais melhores para a organização da luta revolucionária para o poder.

Em primeiro lugar, o capitalismo criou em grande número os seus coveiros. Grande parte da força trabalho mundial foi proletarizada e semi-proletarizada. Com o desenvolvimento da indústria na Ásia e em outros continentes, mudaram as relações entre as classes e se abordam as condições históricas-mundiais que levaráo à vitória do proletariado internacional e à derrota da burguesia.

É um proletariado diferente do proletariado de ontem. Não só numericamente mais forte, mas também mais educado e politicamente atento, com grandes habilidades técnicas e capacidades organizacionais. É concentrado nas metrópoles e a sua coalizão é favorecida, como Marx e Engels tinham previsto 165 anos atrás, no Manifesto,do desenvolvimento dos modernos meios de comunicação que ligam entre eles os trabalhadores de todos os países.

Juntamente com a classe mais revolucionária da sociedade surgiu a mais numerosa jovem geração da história da humanidade. Metade da população da Terra tem menos do que 25 anos. Bilhões de jovens têm a aspiração para um futuro melhor, que o capitalismo não pode garantir, e têm enormes potenciais, prontos para explodir.

O mundo está em uma fase em que a luta entre classes se intensifica e torna-se azedo e muitas áreas da classe trabalhadora, dos povos e da juventude estão procurando alternativas de ruptura com este sistema morrente.

Para citar as palavras de Stalin  o capitalismo está grávido de uma revolução, chamada a substituir a atual propriedade capitalista dos meios de produção com a propriedade socialista".

Os principais eventos sociais e políticos que estão diante de nossos olhos demonstram que a emancipação da classe operária e dos povos podem ser alcançados  com a revolução proletária e o socialismo.

É muito corrente a indicação staliniana onde "Hoje temos que falar da existência das condições objetivas para a revolução em todo o sistema da economia imperialista mundial considerado como um unico junto, porque sistema global, já está maduro para a revolução".

E mais uma vez estamos com Stalin quando ele nos lembra que para lidar com o assunto    resolver a questão das premissas da revolução proletária não se deve começar do analisar a situação deste ou daquele pais individual, mas "da análise da situação econômica de todos ou da maior parte dos países, do exame do estado da economia mundial".

Neste contexto,  cabe a nós comunistas dar uma resposta ideológica, política e organizacional à altura do desafio, inserir-nos mais profundamente no coração da luta de classe para fortalecer e ampliar com a iniciativa e o coragem comunista a resistência e as mobilizações trabalhadores e populares, indicando o caminho certo da revolução socialista.

Para continuar neste caminho e conscientemente desenvolver a luta de classe do proletariado devemos aprender da experiencia teórico prática do movimento comunista. Dado o fracasso de todas as receitas burguesas e reformistas, é cada vez mais evidente que só o marxismo-leninismo é capaz de mostrar o caminho de saída dos horrores do capitalismo. Somente o marxismo-leninismo pode levar o proletariado  e os povos oprimidos à definitiva emancipação.

A defesa global do pensamento e da obra de Stalin, que significa a defesa do marxismo-leninismo, do socialismo científico como expressão teórica e científica dos interesses do proletariado, é, portanto uma tarefa indispensável.

O pensamento ea obra de Stalin 60 anos após sua morte, vao ainda para o beneficio dos explorados e oprimidos. Isto não sò porque as conquistas arrancadas nas últimas décadas pela classe trabalhadora dos países capitalistas foram também o reflexo das conquistas feitas pelo proletariado soviético e da sua poderosa influência internacional, de que ainda hoje não perderam todos os efeitos positivos, mas principalmente porque, fundando-nos nos ensinamentos que nos deixou o camarada Stalin, poderemos avançar ainda melhor no futuro.

Stalin é corrente porque junto com Marx, Engels e Lênin, encarna e representa o mundo novo para o qual lutaram e continuarão a lutar bilhões de homens e mulheres. Um mundo que está apenas começando a viver no palco da história, mas que inevitavelmente triunfará sobre o velho, porque o socialismo e o comunismo são uma necessidade inevitável histórica para o desenvolvimento da sociedade humana.

Stalin é nosso contemporâneo, porque a única maneira de sair da barbárie imperialista é a revolução proletária  a ditadura do proletariado e a edificação integral do socialismo.

Stalin ilumina o nosso caminho para a civilização na construção do socialismo, nas medidas e nas leis do país dos Sovietes demonstra que o sistema socialista está anos-luz à frente das mais modernas "democracias" burguesas.

Stalin é muito corrente, porque demonstrou que nas situações mais difíceis, apenas uma atitude intransigente contra o inimigo de classe, só uma política baseada nos princípios, só a luta obstinada, sustentada e resoluta contra todos os desvios e as tendências oportunistas e revisionistas, contra as correntes burguesas e pequeno-burguesas é a condição para a vitória do proletariado.

Stalin é essencial para hoje, porque o estudo das suas obras é essencial para limpar a neblina ideologia que a burguesia capitalista e a revisionista fizeram penetrar nas mentes, especialmente dos mais jovens, a fim de ofuscar as idéias revolucionárias e enfraquecer o espírito revolucionário.
Stalin é de validade extraordinária, pois enquanto há no mundo grandes movimentos populares de luta para a independência nacional, enquanto outras áreas sob o domínio do imperialismo são perturbadas por violentos conflitos étnicos, guerras sangrentas tribais, cruéis ódios nacionalistas, é de enorme importância a sua contribuição teórica e prática sobre a questão nacional na sua íntima conexão com a perspectiva revolucionária.

Stalin é muito moderno porque diante das teses que  visam  transformar o capitalismo no âmbito do capitalismo mesmo ou introduzir elementos de "socialismo pequeno burguês" dentro do sistema atual (sem revolução, sem demolição das relações capitalistas de produção) diante das posições que apoiam a integração pacífica entre o capitalismo e o socialismo, que negam o princípio da transição direta à ditadura do proletariado para a construção do socialismo nos países imperialistas, que apoiam o "socialismo de mercado", seu pensamento e a sua obra são o ponto de referência mais seguro para rejeitar esses desvios revisionistas e social-democratas, para definir um programa político revolucionário, para ganhar uma alternativa segura ao capitalismo. Uma sociedade onde a exploração seja eliminada, os meios de produção e troca sejam socializados, a produção e a distribuição planejadas, o consumo gerenciado socialmente, e o poder político seja firmemente nas mãos de classe trabalhadora, até a abolição de todas as classes e a sociedade sem classes.

Por ultimo, Stalin está vivo e presente porque os seus ensinamentos são essenciais para a tarefa fundamental de hoje: a superação das divisões e das fraquezas políticas e ideológicas doas comunistas, o fortalecimento da unidade lutadora das nossas fileiras e a realização da fusão do socialismo cientifico com o movimento sindical.

Esta necessidade não deriva de caprichos filosóficos, mas - como escrevia o camarada Stalin -  da abertura de um novo período que "poe frente ao proletariado novas tarefas: a reorganização de todo o trabalho do partido sobre uma nova base, uma base revolucionaria, a educação dos trabalhadores no espírito da luta revolucionária para o poder, a preparação e a mobilização das reservas, a aliança com os proletários dos países vizinhos, a criação de laços fortes com o movimento de libertação das colônias e dos países dependentes, etc. etc ."


Esta é a indicação de Stalin que hoje devemos seguir, quebrando abertamente e definitivamente com o oportunismo e os velhos partidos social-democratas, intensificando a luta contra as tendências de direita e aqueles conciliadores, para unir-nos e organizar-nos nos princípios do marxismo-leninismo e do internacionalismo proletário.

Para enfrentar essas novas tarefas acreditamos que seja agora necessário criar no nosso país um movimento marxista-leninista, completamente independente das forças oportunistas e revisionistas, com um seu centro diretivo para discutir a situação do movimento comunista e operário, que define o caminho para formar o Partido Comunista e, assim dar uma guia revolucionaria forte e autoritária ao proletariado do nosso país. Um movimento que lança o seu manifesto para o proletariado afirmando claramente a sua tarefa, para derrotar a fragmentação existente e despertar o protagonismo de muitos camaradas.


Dentro deste processo será de primordial importância o desenvolvimento de um projeto de programa político revolucionário.



Nesta batalha política e ideológica, concebida para desencadear um processo de organização e unificação dos comunistas e suas raízes e desenvolvimento dentro da classe trabalhadora, a nossa prova de fogo será a atitude que as várias forças tomarão em matéria de Marx, Engels, Lênin e Stalin, da rica e valiosa experiência de construção do socialismo no século XX, da luta incansável contra o revisionismo, velho e novo, comparando as palavras com os fatos, verificando a teoria e a análise na prática vivente.

Camaradas, os ensinamentos de Stalin, a experiência histórica do Outubro, do estabelecimento do poder soviético  da construção do socialismo, são uma riqueza de experiências do que temos que valorizar, para organizar e dirigir a luta contra o capitalismo e o imperialismo, para socialismo e o comunismo. Por isso dizemos que Stalin não é o passado, mas é o presente e o futuro.



Viva a classe trabalhadora!

Viva o marxismo-leninismo!

Viva o internacionalismo proletário!

Viva o camarada Stalin, grande lutador e mestre do proletariado, bandeira vitoriosa dos comunistas de todo o mundo!



Enviado pelo camarada - Claudio Buttinelli

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