quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Milhões de coreanos rendem homenagens ao líder Kim Zong Il


O funeral será no dia 29, quando haverá salvas de canhão em Pyongyang e, nas capitais, as sirenes soarão. China, Rússia, ONU, Venezuela e Vietnã, entre outros, enviaram condolências aos coreanos

Milhões de pessoas por toda a Coreia Popular estão pranteando o líder Kim Zong Il, falecido repentinamente no sábado dia 17, aos 69 anos, de ataque cardíaco, durante viagem de trabalho. No país inteiro se sucedem cenas tocantes de homenagem e despedida, que expressam o carinho de seu povo pelo dirigente que manteve a Coreia no socialismo e evitou agressões que vitimaram outros povos no mesmo período. O funeral será no dia 29 de dezembro, e o corpo está sendo velado no Palácio Memorial de Kumsusan. O derradeiro adeus terá salvas de canhão em Pyongyang e em todas as capitais provinciais, as sirenes soarão e serão guardados três minutos de silêncio.

“O coração do camarada Kim Zong Il parou de bater, mas seu nobre nome e sua benevolente imagem serão lembrados eternamente por nosso exército e por nosso povo”, anunciaram o governo coreano, a Suprema Assembleia Popular, o Partido do Trabalho e a Comissão Nacional de Defesa da República Democrática Popular da Coreia. “O camarada Kim Zong Il dedicou toda sua vida para a vitória da causa revolucionária zucheana e trabalhou energicamente para a prosperidade da Pátria socialista, pela felicidade do povo, pela reunificação do país e pela independência no mundo”, afirmou o documento. (Acerca do papel de Kim Zong Il como dirigente da Coreia Popular, ver matéria “Uma viagem ao belo país de Kim Il Sung e Kim Zong Il (6), de Carlos Lopes, na página 6).
Continuando, a declaração assinalou que Kim Zong Il, “mestre da política e grande comandante, defendeu as conquistas socialistas do povo coreano nas maiores dificuldades, num contexto marcado pelo colapso do sistema socialista mundial, pela morte do Presidente Kim Il Sung – maior perda da Nação Coreana – e pela ofensiva das forças aliadas ao imperialismo que tentavam derrubar o sistema socialista do norte da Coreia através de sanções, bloqueios e provocações militares”, e transformou a RPDC numa “invencível potência política e ideológica”, “numa potência nuclear, à qual inimigo algum ousou atacar”.
“Kim Zong Il faleceu antes que pudesse ver vitoriosa a causa da reunificação nacional e da construção de uma grande Nação tão desejada por ele, mas a poderosa base política e militar [que ergueu] assegura o avanço da Revolução Coreana através de todas as gerações e irá prover uma sólida base para a eterna prosperidade do país e da Nação”, acrescentou.
Os organismos de poder da Coreia Popular anunciaram que “à frente da Revolução Coreana, no momento, está o camarada Kim Zong Un [o filho mais novo de Kim Zong Il], sucessor da causa revolucionária do Zuche e líder de nosso Partido, Exército e Povo”. “Sob a liderança de Kim Zong Un, transformaremos nosso atual sofrimento em força e coragem, superaremos as presentes dificuldades e trabalharemos duro pela grande vitória da Revolução Zuche”. Com 29 anos, Kim Zong Un é desde 2010 vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido do Trabalho.


REPERCUSSÃO
A notícia do falecimento de Kim Zong Il repercutiu no mundo inteiro. “Foi um grande líder e um bom amigo”, manifestou-se a China, ao apresentar suas condolências ao povo coreano. “Confiamos em que o povo coreano será capaz de converter sua dor em fortaleza e unidade”. China e Coreia Popular “se esforçarão juntas para seguir contribuindo positivamente à consolidação e desenvolvimento da tradicional amizade entre os dois partidos, governos e povos, e para preservar a paz e a estabilidade da península coreana e da região”.
O presidente russo Dimitri Medvedev exprimiu seu pesar pela morte do líder coreano, em mensagem dirigida ao filho Kim Zong Un. Kim Zong Il visitou a Rússia em agosto último. Também o chanceler Serguei Lavrov afirmou que “desde logo esperamos que a perda que o povo norte-coreano sofreu não afete o desenvolvimento das nossas relações de amizade”.
Por sua vez o governo do Vietnã afirmou que “o povo norte-coreano superará esta grande perda e se esforçará para construir e desenvolver o país”. A Venezuela manifestou “seu profundo sentimento de solidariedade ao povo da RPDC pela perda de seu líder, ao mesmo tempo em que tem plena confiança na capacidade de os coreanos de conduzir seu próprio futuro até a prosperidade e a paz”. Também o Japão expressou oficialmente suas condolências a Pyongyang. Já o secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-Moon, fez “chegar sua simpatia ao povo da RPDC neste momento de luto nacional”.


       Antonio Pimenta
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