domingo, 4 de setembro de 2011

Que o ódio seja bem vindo


Stalin em 1901


Stalin sempre despertou o ódio irrestrito da burguesia internacional, que sempre tentou atacá-lo e depreciá-lo de todas as formas. Para isso a reação sempre contou com seus fiéis escudeiros, o revisionismo e o oportunismo, no geral, o kruschovismo e o trotskismo, em particular. Recentemente foi editado o livro do pretenso historiador Simon Sebag Montefiore intitulado O Jovem Stalin, que "traz à luz a juventude sombria do terrível ditador". Fora a baba hidrofóbica que sai pelo canto da boca, escorre pelo braço e chega à caneta, se misturando com a tinta, nada que deprecie a imagem de Stalin pode ser achado no livro.


Esta seria uma tarefa extremamente difícil, dado que se difama Stalin desde a sua morte e sua vida já foi virada ao avesso por predecessores do pretenso historiador, na esperança de encontrar alguma foto do "diabo georgiano" jantando uma criancinha assada. O livro, no entanto, tem feito sucesso e deve virar filme. Todo esse ódio somente demonstra a importância de Stalin como camarada e sucessor de Lenin na direção da Revolução Russa e de seu magistral papel na primeira experiência de construção socialista da humanidade, bem como de brilhante comandante militar na vitória sobre o nazifascismo. Sem dúvida, o ódio dos inimigos de classe só pode ser bem vindo para aqueles que entendem e defendem a imensa contribuição deste grande revolucionário. 

Não se pretende aqui contradizer todas as calúnias, visto que seria demasiado tedioso e o respeito ao leitor nos impede de gastar mais que meia página para desmontar a verborragia ensebada do livro.

O autor começa falando que muito pouco se havia escrito sobre a juventude de Stalin enquanto de outros como Hitler, Roosevelt e Churchill havia vasto material. Afirma que só recentemente foram abertos arquivos que trazem à tona sua "sombria" juventude. Ora, por que os revisionistas haveriam de esconder tais preciosidades se elas seriam tão úteis para caracterizar o monstro? Isto seria naturalmente cereja no sorvete do relatório secreto de Kruschov traidor, o responsável pela detratação de Stalin e a restauração capitalista na União Soviética. Quando ataca Stalin não se pode deixar de falar do tal "culto à personalidade" e o autor afirma não entender por que Stalin não utilizou as memórias de sua mãe no culto e nem tão pouco por que ficou furioso quando ela foi entrevistada por uma revista de moda. "Peço-lhes que proíbam essa gentalha farisaica que penetrou em nossa imprensa de publicar qualquer outra 'entrevista' com minha mãe e toda espécie de publicidade crassa". 

Afirma o autor que Stalin também evitava falar de sua mocidade. Que motivos teria para isso? Sua mocidade foi heróica, com intensa e apaixonada militância, diversas ações de expropriação, várias prisões, fugas e edições de vários jornais. Algum "ingênuo" poderia argumentar que um historiador deve primeiro investigar e depois tirar suas conclusões. Ora, historiadores pertencem a classes sociais e quase sempre refletem a maneira de ver o mundo destas classes. O autor pertence a uma família d e banqueiros e as conclusões, ou melhor, o objetivo do livro — detratar Stalin — estava traçado antes mesmo de alguma suposta pesquisa em fontes obscuras. Aliás, este não é o primeiro livro de Montefiore atacando Stalin, existe um tal de A corte do tzar vermelho. Não é preciso ser muito inteligente para ver que as evidências apresentadas pelo pretenso historiador depõem contra a acusação do "culto à personalidade", mas faz parte da tática do mesmo ir caluniando e depois dizer que talvez não fosse bem assim.

Isso pode ser visto quando discute a paternidade de Stalin. Afirma que ele pode ser filho do padre, do padrinho e de mais alguns, e depois que provavelmente é filho de Besso, o marido de sua mãe. Essa conversa de comadre nada tem a ver com história, é tentativa de difamação pura e grosseira. Mesmo que a mãe de Stalin fosse uma prostituta, ser filho de uma meretriz (em sentido literal é claro) em nada depõe contra uma pessoa. Já os que as têm (no sentido figurado)...

Outra acusação contra Stalin na verdade mostra mais uma de suas grandes contribuições à causa revolucionária, que foi usada até pelos que afirmaram odiar Stalin: as ações de expropriação contra bancos para financiar a Revolução. Aliás, nosso "banqueirozinho" afirma que o termo expropriação é apenas um eufemismo para roubo de banco. Bem compreensível, classes diferentes vêem de forma diferente. Para as classes oprimidas fica confuso separar roubo de juros, financiamento, agiotagem e congêneres, mas de expropriação é extremamente fácil. Como o próprio banqueiro-historiador afirma, os revolucionários que participavam das ações não ligavam para o dinheiro, não o usariam em proveito próprio, mas para financiar a Revolução e aniquilar à outra categoria de roubo, a legal, com que eufemismo possa ser chamada.

Por que requentar a difamação contra Stalin e outros dirigentes comunistas quando afirma-se que o socialismo acabou, que vivemos uma nova era de modernidade e outras bobagens do gênero? Sabe muito bem a burguesia que esta balela engabela, no máximo, aos oportunistas e revisionistas, que se utilizam disto para vomitar diuturnamente seu ódio à Revolução. É verdade que, principalmente com a restauração capitalista na URSS após a morte de Stalin e na China após a morte de Mao Tse-tung, como de resto nos demais países em que o povo tomara o poder, há demasiado oportunismo no movimento popular e revolucionário em todo o mundo, toda uma canalha que se faz chamar de "esquerda". No entanto, como já podemos ver, a crise geral do imperialismo e sua beligerância cada vez maior empurra os povos para a Revolução. Tentam inutilmente fazer uma cortina de fumaça em torno dos grandes líderes dos povos, mas, inevitavelmente, outros Stalins surgirão.




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