sábado, 10 de setembro de 2011

Katyn, a patranha continua

A mesma cena difamatória no cartaz nazista e na capa do DVD

Conforme mostramos na edição 65 de AND, as acusações de que foi o Exército Vermelho, a mando de Stalin, quem cometeu a chacina de Katyn são uma mera patranha, requentada por obstinados anticomunistas. Quando Goebbels escreveu em seu diário, em 18 de maio de 1943, "desgraçadamente a munição alemã foi encontrada em Katyn. É fundamental que este incidente se mantenha em segredo. Se for conhecido pelo inimigo, todo o assunto de Katyn terá que ser abandonado", certamente não poderia supor que tal fato óbvio e cristalino seria empurrado para baixo do tapete por seus colegas imperialistas, e que 70 anos depois continuariam difamando Stalin e o socialismo às custas de seu "servicinho", com manobras propagandísticas que deixariam o próprio Goebbels enrubescido. Até o cartaz de divulgação da campanha difamatória foi reeditado, na capa do DVD do filme sobre Katym. Qualquer semelhança não é mera coincidência, é cópia mesmo.

Com a morte de Stalin, a URSS caiu na mão dos inimigos do socialismo, primeiro dos revisionistas, social-imperialistas encabeçados por Kruchov, e depois pelos assumidamente capitalistas. Ciclo iniciado por Gorbachov.

Em 1990, Gorbachev reconheceu oficialmente a responsabilidade do NKVD (Comissariado do Povo para Assuntos Internos) em Katyn.

No dia 28 de abril de 2010, alguns dias após a morte do presidente da Polônia, Lech Kaczynski, o presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, fez publicar uma série de documentos "oficiais" atribuidos ao Estado soviético versando sobre o massacre de Katyn. Esses documentos incluem um bilhete assinado por Stalin, ordenando ao NKVD que realizasse o massacre de Katyn.

A publicação foi saudada por todos os reacionários do planeta como uma prova da boa vontade do governo russo em passar a limpo as "atrocidades" cometidas no governo de Stalin. Alguns porta-vozes chegaram mesmo a afirmar que era importante o próprio Estado russo divulgar os documentos, porque isso prova sua autenticidade, já que o "Estado não mente".

O mais surpreendente é que esses documentos só tenham sido publicados agora. Kruchov, desde os primeiros dias, tratou de satanizar Stalin de todas as formas possíveis. Acusou-o de toda a sorte de crimes contra camponeses, operários, quadros do Partido Comunista e tudo o mais que pudesse. Apresentação de provas? Nenhuma, apenas um mar de calúnias. O que não faria com o prato cheio de documentos que provriam um crime de guerra tão brutal de Stalin?

Com os recursos existentes hoje, é possível "provar" até que foi Stalin quem ordenou, talvez a Beria,  para que providenciasse a derrubada do avião do presidente polonês Lech Kaczynski, em abril deste ano. Mas na época de Kruchov a falsificação não era tão simples e, certamente, se tais papeluchos existissem teriam vindo à tona, justificando toda a campanha anti-stalinista do revisionismo.

E de repente, com a aparição de supostos documentos que provariam toda a culpa de Stalin, são ignoradas todas as investigações e outra farta documentação da época, inclusive a correspondência entre Stalin, Churchil e Roosevelt, as várias comissões internacionais que foram à Katyn investigar o massacre e concluíram a responsabilidade dos nazistas.

Ora, trata-se de uma questão política muito importante para Rússia, Polônia e Alemanha, principalmente para suas classes dominantes e seus setores mais fascistas, problema muito complexo para ser "esclarecido" por bilhetinhos de autenticidade mais que duvidosa, como se Stalin fosse de dar ordens através de bilhetinhos!

Eis alguns fatores que devem ser levados em conta, embora não possamos nos deter neles:

A questão da territorialidade polonesa (a Polônia era parte do império russo antes da Revolução de Outubro); seu papel de cabeça de ponte para invasões à Rússia; seus sucessivos governos fascistas e pró-nazistas; o contexto em que foi revelado o massacre pelos nazistas, na esteira da derrota em Stalingrado; as denúncias de coação até da reacionária Cruz Vermelha; os testemunhos de inúmeros habitantes da região atestando as ações nazistas; o anticomunismo alimentado na Polônia pelo vaticano e potências imperialistas no contexto da Guerra Fria; a restauração capitalista na União Soviética em 1956 e a queda das democracias populares no leste europeu; toda campanha de difamação de Stalin como forma de atacar a ditadura do proletariado; o desmoronamento do social-imperialismo russo em 1990; a atual tensão entre Rússia e Polônia, instigada pelo USA por causa da instalação do escudo anti-mísseis ianque; o acirramento das contradições no mundo por causa da atual crise geral do capitalismo; entre outros.

Todas essas questões são dados da realidade que não podem ser omitidos e há ainda que considerar a luta, no campo da ideologia, entre capitalismo e socialismo, que torna-se cada vez mais aguda à medida que o imperialismo vai dando mostras de sua bancarrota.

Por que manter uma campanha difamatória que já dura quase 60 anos? Mais ainda, por que intensificá-la no presente momento? Na verdade, a resposta é bastante simples. Marx, Engels, Lenin, Stalin e o Presidente Mao Tsetung são a fonte em que os povos do mundo bebem para buscar sua completa libertação. Seus ensinamentos guiam o proletariado e as classes revolucionárias rumo à vitória. Tal coisa não pode ser aceita pelo imperialismo nem por seus lugares-tenentes, o revisionismo e o oportunismo. Além do mais, se por um lado, com suas guerras de agressão o imperialismo cada vez mais amplia o fascismo, deixando Hitler envergonhado, por outro, cada vez mais a bandeira dos grandes mestres está presente nas mãos dos povos em luta.


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