Por Cristiano Alves
Artigo escrito em resposta ao artigo "Trotsky foi um político e Stalin era um psicopata"
Recentemente chamou a minha atenção a exagerada publicidade dada a um romance de um autor cubano, "O homem que amava os cachorros". O romance, aclamado pela crítica "de esquerda" e ignorado ou até elogiado pela crítica de direita, trata-se de uma eulógia a Lev Trotsky, um dos líderes da Revolução Russa de 1917 que mais tarde confessaria a próprio punho seu intento de colaborar com o FBI na repressão aos comunistas dos Estados Unidos. Foi ainda curioso o fato de um blog "de esquerda" que traz como um de seus atrativos artigos que questionam "se era bom o cunnilingus de Kim Jong Il" ter trazido justo no dia do aniversário de Stalin um artigo difamando o líder soviético com as mais levianas acusações. Mas, longe disso, o que realmente surpreende mais do que as supostas "taras de Kim Jong" é a tara que certos intelectuais de esquerda mantém por um homem cujo "trabalho revolucionário" no ocidente apenas limitou-se a jogar lama na experiência soviética.







