sábado, 23 de fevereiro de 2013

Coreanos de luto pela morte de Stalin, em 1953


Neste próximo 5 de Março, os povos revolucionários do mundo lembrarão em luto os 60 anos do falecimento de Stálin, grande líder do proletariado internacional, da Revolução Socialista de Outubro, do Partido Comunista e dos povos da União Soviética. Em coerência com a ideia da página Solidariedade à Coreia Popular de se publicar anedotas, crônicas e artigos sobre a Guerra de Libertação da Pátria e a fundação da República democrática e popular, compartilhamos com os leitores um vídeo de luto do povo coreano pela morte do líder soviético. Stalin faleceu em 1953, em meio aos ardorosos acontecimentos da Guerra da Coreia. Mesmo ocupados com os combates de morte contra o imperialismo norte-americano e seus exércitos fantoches, os soldados do Exército Popular da Coreia e o povo coreano prestam seus respeitos a Stalin, grande amigo do povo coreano.

Contra a verdadeira corrupção e suas causas



(Nota Política do PCB)
As recentes manifestações de rua “contra a corrupção”, que vêm ocorrendo, principalmente, nas grandes cidades, têm recebido ampla divulgação da grande mídia e apoios de personalidades diversas. Os atos públicos, muito bem estruturados, com palanques e equipamento de som, vassouras (colocadas como símbolo da campanha, como fazia o ex-presidente e prefeito de São Paulo, Jânio Quadros) distribuídas generosamente não deixam dúvida quanto ao caráter não-espontâneo da movimentação.
Os “líderes” se mostram bem afinados em suas intervenções, fazendo, sem exceção, o discurso anti-corrupção com viés claramente moralista, fazendo lembrar o perfil da antiga UDN. Para eles, as causas da corrupção que assola o país são as pessoas sem “moral” ou princípios éticos, e os alvos são claros: os “políticos” em geral e alguns membros do governo. Nas manifestações não é permitida a presença de partidos – principalmente, é claro, das agremiações de esquerda.
Em nenhum momento, nos atos do movimento e nas declarações de suas lideranças, se fala nos grandes empresários, os corruptores beneficiados por licitações e favorecimentos fraudulentos – e agora, por conta da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, por obras contratadas sem licitação. São estes que, através do financiamento privado das campanhas, compram os mandatos de políticos, alguns até de origem popular, para os exercerem a serviço dos interesses dos capitalistas.
Se uma ação de um dirigente público ou parlamentar desperta suspeitas, o Ministério Público é imediatamente acionado (o que é correto) e o fato ganha, imediatamente, grande destaque na imprensa. Se um deputado “comprado” para votar pela aprovação de um projeto de lei que beneficia privilegiadamente uma empresa privada é denunciado, passa-se, nos meios de comunicação, a visão de que apenas ele é corrupto, como se a empresa que o “comprou” não existisse - o crime do corruptor é ignóbil tanto quanto o do corrompido.
Não se fala das ligações perenes entre o Estado e os interesses das empresas privadas, existentes nesse governo e nos anteriores, pois o Estado, no sistema capitalista, tem como função básica atender as necessidades dos empresários e patrões, lesando diretamente a grande maioria da população, a classe trabalhadora. Mesmo na hipótese de eliminação de todas as formas de corrupção formal, portanto, o Estado seguiria privilegiando os interesses da burguesia. Mas esta hipótese não existe, porque o capitalismo é intrinsicamente corrupto.
O “combate à corrupção”, na forma manipulada com que é alardeado e conduzido por este movimento, atende claramente a demandas da direita, dos setores mais retrógrados da sociedade brasileira, que, nos idos de 1964, marcharam em favor do golpe empresarial-militar e que, hoje, se articulam para restringir, o mais que puderem, o pouco espaço democrático de que dispomos, no Brasil, conquistado à custa de muita luta nas décadas passadas. O objetivo principal é afastar os trabalhadores e os setores populares dos partidos políticos e da própria política, para que o exercício desta seja privativo dos homens e mulheres de “bens”. A mídia burguesa buscará sempre a defesa da suposta “neutralidade” do Estado, ao mesmo tempo em que justifica, muitas vezes de forma descarada, a opção preferencial dos governos pela defesa dos interesses dos empresários e atribui a corrupção a “desvios de conduta” de indivíduos ou de grupos “incrustados” no aparelho estatal.
É claro que a corrupção tem que ser combatida: O PCB condena qualquer tipo de corrupção no executivo, legislativo, judiciário e no setor privado. Se não temos ilusão de que seja possível eliminar a corrupção sob o sistema capitalista, entendemos que, para mitigá-la, devemos lutar para que haja pressão organizada dos trabalhadores sobre o Estado, visando conquistar a mais ampla liberdade de organização partidária, de informação e expressão, o fim da impunidade para os crimes cometidos pelos donos do capital e do poder, a democratização do acesso à Justiça e o controle social sobre a mídia.
Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional
outubro de 2011

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Quem tem medo do PSTU? A esquerda oportunista ataca novamente



Depois das declarações estapafúrdias de seu militante Aldo Cordeiro Sauda, o PSTU finalmente lançou sua nota oficial sobre Yoani Sanchéz, confirmando o seu caráter oportunista.

Sendo a nota do PSTU idêntica a posição do Sr. Cordeiro, o texto "A Visita de Yoani Sanchéz e a esquerda oportunista" segue pertinente.

O documento, assinado pelo Sr. Diego Cruz e intitulado "Quem tem medo de Yoani Sanchéz?", segue pela via de passar a imagem de uma “posição lúcida” na defesa de um “debate sério”.  Nessa linha, argumentam sobre a “restauração do capitalismo em Cuba”, mostram como seus adversários são “ingênuos”.  Em outras palavras, desviam o foco de Yoani Sanchéz. Esse artifício é utilizado justamente no sentido de defender a necessidade dela falar por ser uma “ativista democrática”, posição que o documento sustenta afirmando que o que existe em Cuba é “o controle de uma ditadura de partido único, que não permite qualquer liberdade de expressão ou organização”. O autor, esse especialista em materialismo histórico, ignora completamente a constituição do poder popular em Cuba, como as assembleias locais nas quais Yoani nunca participou, preferindo disparar uma generalidade que aprendeu com a mídia burguesa (e que o PSTU endossa). O debate democrático ocorre sim em Cuba e não só nas instâncias de poder popular (incluindo órgãos superiores como a Assembleia Nacional), como ficou demonstrado nos debates massivos que precederam o último congresso do Partido Comunista Cubano. Esse debate se estende a diversas instâncias além das células do Partido. Temos um exemplo claro no livro “Cuba: Ni Dogmas Ni Abandonos”, que possui diversos textos de diversos intelectuais cubanos que visam contribuir a construção democrática da sociedade cubana, sendo que muitos deles compartilham dessa visão idealista semelhante ao oportunismo liberal do PSTU. O PSTU, que não tem Lenin na sua biblioteca, desconhece o argumento leninista presente em “Imposto em Espécie” que gira em torno da primazia do político – “fora o poder, tudo é ilusão”. Mas o PSTU, que ignora a situação econômica de Cuba, provavelmente acredita que um “regime operário de verdade” lidaria com os problemas cubanos com muito mais facilidade que o proletariado realmente existente em Cuba, estabelecendo o socialismo por decreto.

É muito fácil reduzir a realidade a um quadro ideal formulado segundo a ideologia burguesa onde “cada um dá sua opinião”, mas para isso é necessário desprover dessa realidade grande parte de sua concretude.  É exatamente isso que o PSTU faz ao apelar para a retórica democrática e ao inocentarem Yoani das acusações de agente da CIA tratando isso como “acusação castrista”. O autor, um ignorante que não deveria se manifestar sem pesquisar ou um desonesto que se manifesta em nome de interesses escusos, faz o mesmo que os conglomerados brasileiros e finge que o fato dela servir direta e abertamente aos interesses do imperialismo e ser financiada por grandes aparatos de hegemonia de classe não diz absolutamente nada.  Aqui desaparece a estratégia norte-americana desde Helms-Burton (apoiar elementos como Yoani Sanchez) e o trabalho da CIA desde o seu nascimento. Tudo vira um grande campus universitário onde o proletariado pode enfrentar a burguesia livremente na mesa de debates – eis o “marxismo” do PSTU.  É esse mesmo “marxismo” que se preocupa em oferecer uma imagem “aceitável” do socialismo à mídia burguesa, já que o autor diz que “o castrismo é responsável por reforçar o estereótipo do socialismo do socialismo associado a caricaturas totalitárias”. Mas quem são os responsáveis por essa caricatura senão a burguesia e seus instrumentos de hegemonia aliados ao PSTU (fui redundante aqui?)? Aqui o partido renegado assume a profundidade de seu materialismo histórico: ele lida com “caricaturas” e não com a realidade concreta, o que já ficou mais do que provado em sua preocupação em falar de “democracia” e “ditadura” como formas ideais puras desvencilhadas da história e das classes, fazendo jus ao catecismo burguês.  É impressionante pensar que nem Trotsky era capaz de tamanha fineza intelectual, mas no que Trotsky sequer alcançou certos trotskistas superaram até mesmo os limites imagináveis.

Apesar do oportunismo e a hipocrisia do PSTU nunca terem alcançado limites tão altos como nesse caso, eu diria que, apesar de correto, é problemático acusar o documento em si de oportunismo, pois o mesmo destila a ideologia burguesa sem disfarces ou rodeios.  Objetivos concretos e a luta de classes são trocados pela “democracia” e pela “liberdade de expressão” num nível abstrato. O caráter mistificador da ideologia burguesa contida no documento fica claro em trechos como “se não concordam que lá existe uma ditadura, porque não argumentam e apresentam seu ponto de vista?”, como se houvesse uma “igualdade de condições“ entre a Yoani apoiada pelo imperialismo e os grandes conglomerados e os manifestantes que dispõem no máximo de suas vozes.  E é esse o “debate” que o PSTU defende, o debate entre a esquerda e uma agente da CIA? É por isso que o PSTU não comparece no debate que ele mesmo prega, porque já está devidamente representado por Yoani Sanchéz? E, voltando na história, porque Lenin  e os bolcheviques (e Trotsky, já que gostam tanto dele) ao invés de suprimir a Assembleia Constituinte burguesa em prol do Congresso dos Sovietes não participaram da mesma, argumentaram e apresentaram seu ponto de vista? 

Antes de colocarmos a posição do PSTU “acima do conflito” em um mundo ideal onde só existem opiniões independentes uma das outras, devemos ver o que há por trás do discurso nebuloso do documento e avaliar seu valor prático, o que ele representa politicamente. Concluímos que: 

a) O PSTU mais uma vez assume a mesma posição que o imperialismo. Isso foi o que ocorreu com a devastação social no leste europeu pós-1991 e com a "primavera árabe", mas aqui sequer temos as “massas de mentirinha” formada por mercenários como o caso líbio (ou qualquer revolução laranja, essas queridas do morenismo – nesse caso se trata somente de uma única mercenária que faz parte de uma estratégia de isolamento internacional do imperialismo contra o regime cubano (e aqui é irrelevante o caráter social do mesmo) sendo endossada pelo PSTU.  

b) Essa posição não é justificada segundo uma ótica marxista, mas sim com a afirmação nua e crua da ideologia burguesa, da "democracia e da liberdade". É correto debater com agentes do imperialismo, afinal o debate por si só contém em si um valor místico inexplicável. É aceitável fazer frente com o imperialismo em nome desses “valores universais”, quer dizer, tanto faz que forças estão por trás de Yoani, o importante é que ela é uma “democrata”.

c) Ao pretender se situar acima do confronto o PSTU assume uma posição esquerdista que, como dito, favorece o imperialismo.

O texto termina dizendo que “a esquerda identificada com o castrismo deve desfazer-se de seu arsenal de calúnias e acusações estalinistas e debater essas questões de forma franca, com idéias e argumentos”.  Como pode um partido reconhecido pelo seu sectarismo e que responde toda crítica apontando “stalinismo” do interlocutor , ou, como nesse caso, rotulando os outros de “esquerda castrista”? O oportunismo do PSTU fica ainda mais claro quando contrastado com a posição do eixo Nova Democracia-MEPR-LO-LCP, que sempre teve críticas a Revolução Cubana e nem por isso se põe a louvar agentes da CIA. Fato é que agora a face do oportunismo fica mais clara para todos os brasileiros e a base do partido deve se desligar o mais rápido possível dessa organização pró-imperialista.

[NOTA: Gostaria de saber a opinião do PSTU sobre o tratamento dispensado pela Revolução Russa aos partidos burgueses, mencheviques, anarquistas e socialistas-revolucionários, assim como aquele dado a contrarrevolução de Krondstat, conduzido pelo próprio Trotsky]

Fonte - Realpolitik

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Intelectual da Ucrânia fala sobre as "repressões de Stalin"  ¡Stalin de acero, conciencia del obrero! O nome da Rússia: Stalin, por Valentin Varennikov 

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