Tian An Men – 1989 – Da deriva revisionista ao Motim Contrarrevolucionário (Primeira Parte)
Por: Ludo Martens
Traduzido por:Ícaro Leal Alves
Originalmente publicado em: Etudesmarxistes y autores, nº 12, 1 de septiembre de 1991
Traduzido de acordo com a versão em espanhol disponível em: http://www.forocomunista.com/t6550-ludo-martens-tian-an-men-1989
Com este trabalho escrito há 15 anos – coisa que é preciso ter em conta – o comunista Ludo Martens se atreve a contradizer o pensamento único. Bombardeados pela propaganda dos reacionários, parecia difícil se atrever a questionar tantas mentiras. Mesmo assim, o autor expõe sua analise sobre a base de uma coleção completa de informação. A analise de classe se defronta com as mentiras e meias verdades do imperialismo, e também com o imaginário coletivo. Porém, como disse o autor:“a arrogância imperialista não nos impressiona, pelo contrário, estamos seguros de que as pessoas que mantém o espirito lucido, que não padecem da histeria antissocialista, se verão obrigadas a pensar seriamente sobre a justeza de nossas posições, depois de escutar nossas evidências e nossos argumentos”.
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Seis meses antes dos acontecimentos de Timisoara o mesmo se passou em TianAnMen. Os meios de comunicação do mundo “livre” mostraram ao mundo sua fisionomia macabra no momento da entrada em cena do “ossuário dos 4.630 cadáveres horrivelmente mutilados” em Timisoara, jáhavendo demonstrado seu compromisso político com a contrarrevolução, nos eventos da Praça TianAnMen em Maio e Junho de 1989. Na noite da intervenção do Exército Vermelho[1], imagens de televisão nos mostraram que os tanques chineses reprimem as centenas de pacíficos estudantes na Praça TianAnMen. Em 5 de Junho, a Anistia Internacional, a máquina especializada em fabricar mentiras no que respeito a luta nacionalista e os países socialistas, deu a cifra de no mínimo 1.300 mortos, e alguns estudantes esmagados por tanques sanguinários enquanto dormiam tranquilamente em suas tendas.