sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Pinturas Soviéticas da Segunda Guerra – 1941/42

Estamos publicando uma série de pinturas fantásticas que foram produzidas durante a ofensiva alemã sobre a União Soviética até a expulsão de seus territórios. Todas as telas estão em coleções particulares em museus pelo mundo inteiro. Uma raridade linda e inquietante. Todas as obras refletem exatamente o momento de agustia que passavam os soviéticos, e isso, obviamente está refletido nas obras que tomam um contorno de patriotismo contra o invasor.


A. Krasnov. Pela Minha Terra Natal

Autor: N. Tolkunov. Imortalidade. 1941


Autor: D. Shmarin. Verão 1941.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Khrushchev mentiu sobre Stálin, afirma historiador


O dia 25 de fevereiro de 1956 é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes da história do século 20, porque reflete uma mudança radical na política da União Soviética - que era, então, uma das duas superpotências do mundo. Nesse fatídico dia, o então secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), Nikita Sergeevich Khrushchev, proferiu seu famoso "Discurso Secreto" sobre o suposto culto à personalidade e suas consequências, em uma sessão fechada do 20º Congresso do PCUS. O conteúdo exposto visava minar a imagem de Josef Stálin, principal dirigente internacional comunista por mais de três décadas, secretário-geral do PCUS até sua morte, em 1953, e apresentá-lo como um monstro sanguinário e tirânico. Para tanto, foi relatada uma série de acusações, vilanias que Stálin teria cometido contra a "legalidade socialista".
O discurso de Khrushchev teve um efeito devastador no movimento comunista internacional, desintegrando a unidade que fora conseguida com enorme esforço ao longo de décadas de luta. Muitos militantes se revoltaram contra o legado revolucionário de Stálin, que, há poucos anos, era símbolo de esperança por um novo mundo, e aderiram às posições khrushchevistas. Outros se mantiveram fiéis e passaram a criticar a nova liderança soviética, e houve também aqueles que simplesmente abandonaram suas lutas e perderam a esperança. E, não só isso, o discurso deu munição para a propaganda ocidental anticomunista, tornando-se um dos pilares do paradigma totalitário que até hoje domina a produção acadêmica de História acerca da União Soviética.
Muito já se escreveu sobre este acontecimento e vários pesquisadores chegaram à conclusão de que alguns dos pontos levantados por Khrushchev eram falsos, como, por exemplo, a esdrúxula afirmação de que Stálin conduzia as operações militares da Grande Guerra Patriótica (como os russos chamavam a Segunda Guerra Mundial), utilizando um simples globo terrestre. No entanto, ninguém havia analisado profundamente o "Discurso Secreto" com o intuito de verificar todas as outras afirmações presentes nele, até o historiador americano Grover Furr encarar tal tarefa (veja em www.averdade.org.br entrevista com o professor Grover Furr).
O resultado foi um primoroso trabalho de investigação histórica, lançado em inglês sob o nome "Khrushchev lied", que em português significa "Khrushchev mentiu". O professor Furr chegou à conclusão de que todas as afirmações do líder soviético eram falsas. Apresentou, para tanto, as devidas fontes documentais para cada uma das afirmações, com metade do livro dedicada a transcrições de documentos ou outras fontes utilizadas, além dos vários links para páginas na internet com documentação hospedada.

O julgamento de Zinoviev e Kamenev
Não é possível abordar neste pequeno artigo cada um dos vários tópicos investigados por Furr, porém, apenas para dar uma ideia do impacto desta obra, apresentarei um ponto que julguei interessante, relacionado ao famoso julgamento de Zinoviev e Kamenev, em 1936.
Este julgamento é largamente apresentado como uma farsa planejada por Stálin para eliminar seus opositores políticos, assim como os outros dois juízos que compõem os chamados Processos de Moscou. No entanto, Furr transcreve um trecho de uma carta privada de Stálin para Kaganovich, que claramente demonstra um Stálin muito diferente. Ele não aparece como um forjador, como a mente por trás dos resultados das investigações policiais, mas sim como alguém que tenta compreender o que está ocorrendo através do material investigativo enviado a ele. Seria Stálin tão hipócrita a ponto de enviar uma carta a um camarada do Politburo (a direção do PCUS), fingindo que não sabia o que estava ocorrendo? Ou ele simplesmente não mandara fuzilar seus opositores? E é aí que reside um dos pontos fortes da obra: a riqueza documental à disposição do leitor nos faz pensar e repensar cada frase do autor, cada acontecimento relatado, sempre trazendo à tona dúvidas que nos fazem avançar rapidamente na leitura em busca de respostas.
À parte tal riqueza de fontes na contra-argumentação ao "Discurso Secreto" de Khrushchev, a obra de Furr contém uma seção que apresenta sua interpretação histórica do processo político soviético. Baseado em sua extensa pesquisa e na do historiador russo Iúri Zhukov, Furr argumenta que o 20º Congresso do PCUS foi reflexo da própria dinâmica interna do socialismo soviético, do conflito entre os primeiros-secretários regionais do Partido e o Politburo, encabeçado por Stálin. O próprio Khrushchev foi, durante muito tempo, primeiro-secretário do Partido em Kiev (capital da Ucrânia, uma das principais repúblicas soviéticas) e também de Moscou, capital da URSS.
Este conflito tem raízes na própria estrutura de poder da União Soviética, que dava brechas para a acumulação de poder e de privilégios por parte dos primeiros-secretários. Stálin percebeu este problema e, além de criticar duramente os burocratas carreiristas, tentou minar o poder deles. Sua principal arma foi a Constituição de 1936 e o novo Código Eleitoral, criado pelo próprio Stálin em conjunto com Iakovlev. De acordo com Furr e Zhukov, este novo código eleitoral - que previa eleições secretas, diretas e competitivas - batia de frente com as pretensões dos primeiros-secretários do Partido que, até então, mantinham-se em seus cargos por indicação.
Este quadro pintado pelo historiador Grover Furr nos permite compreender melhor o conteúdo do "Discurso Secreto" de Khrushchev, que se converte de uma denúncia dos crimes de um tirano sanguinário em um poderoso golpe político.
O 20º Congresso do PCUS surge então não como uma autocrítica da liderança soviética, mas como o símbolo da consolidação do poder de uma elite privilegiada do Partido, que nada queria com o socialismo. E para conseguir desarticular os que ainda afirmavam a linha revolucionária do Partido, nada mais sábio do que destruir a imagem de seu mais respeitado líder, Josef Stálin.

(Paulo Gabriel é estudante de História da UnB)

Fonte - A verdade

domingo, 14 de agosto de 2011

Stálin, psicopata?



"Além disso, sob situações de stress, tais como em guerras, pobreza geral e quebra da economia, surtos epidêmicos ou brigas políticas, etc., os sociopatas podem adquirir o status de líderes regionais ou nacionais e sábios, tais como Adolf Hitler, Stalin, Saddam Hussein, Idi Amin, etc. Quando eles alcançam posições de poder, eles podem causar mais danos do que como indivíduos."

Este é um trecho do texto "O Cérebro do Psicopata" de Renato M.E. Sabbatini, autor que por sua vez ostenta o título de PhD, mas como veremos a seguir tal nível acadêmico não o torna imune ao senso comum e a truísmos preconceituosos. Ao citar Stalin como sociopata, Sabbatini reflete a concepção de alguns autores que, provavelmente tendo em conta "atos maldosos de Stálin"(estes não serão debatidos aqui), concluem que Stálin era um sociopata, inclusive desenvolvendo trabalhos em cima disto. Esse tipo de esforço é pura especulação(além de inútil para ciência histórica), ainda mais na ausência de qualquer laudo médico sobre a saúde mental de Stálin. R. Overy em seu livro Dictators reafirma o caráter especulativo e irrelevante desses esforços, optando por dizer que não é possível saber. Mas, observando certos fatos podemos afirmar com certeza que Josef Stálin não era um sociopata. Vejamos dois trechos sobre as reações de Stálin para com a morte de suas mulheres, uma durante a clandestinidade e outra nos anos do poder(casos que podem ser verificados em outras obras):

(em "Stálin", Dorothy e Thomas Hoobler, Nova Cultural, 1987)

Stálin parece tê-la amado muito e, quando Ekaterina moreu ainda muito jovem, em 1907, disse consternado, ao lado do caixão: "Ela era a única criatura que conseguia entender meu coração. Com ela, morreu uma parte importante da minha vida". Apontou para o próprio coração e continuou: "Está tudo vazio aqui, tudo absolutamente vazio... é impossível dizer o quanto..." (pg.20)

A morte de Nadezheda parece ter abalado o equilíbrio emocional de Stálin, durante algum tempo. Em uma reunião do Politburo, ele repentinamente começou um discurso em que renunciava a todos os cargos que ocupava, criando para os companheiros da cúpula do partido uma situação de espanto e constragimento. Para fazê-lo voltar à razão, um dos presentes: Vyacheslav Molotov, gritou: "Para com isso! Pare, imediatamente! O partido está ao seu lado!" (pgs.55-56)

Outro exemplo seria a ocasião em que ele salvou a sua futura mulher(que ainda era um bebê) e podemos encontrar milhares de exemplos nas memórias de sua filha. Esse tipo de reação emocional, apego e consideração para com outras pessoas são características inexistentes num psicopata. Psicopatas não tem emoções e o próprio Sabbatini dedica uma seção do seu texto para falar sobre isso, "Emocionalmente Insensíveis". Esses são dois exemplos que demonstram que, independente do julgamento moral feito acerca de supostas ações de Josef Stálin, ele certamente não portava o transtorno de personalidade antissocial.



Fonte - Realpolitik

Documentários e Vídeos

Intelectual da Ucrânia fala sobre as "repressões de Stalin"  ¡Stalin de acero, conciencia del obrero! O nome da Rússia: Stalin, por Valentin Varennikov 

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